
Os agentes de IA tornam-se uma aposta das empresas e quem tem domínio da tecnologia pode ganhar até R$ 20. “O que me impediu de desistir foi precisamente perceber que esta era uma área promissora”, disse Evelyn Nicole, de 22 anos. Ele é Engenheiro de Inteligência Artificial em tempo integral e trabalha com agentes de Inteligência Artificial (IA) em uma grande empresa do setor elétrico. 🔎 O que são agentes de IA: são programas que executam tarefas automaticamente, como fazer compras ou reservar um restaurante. Nas empresas, tornam os processos mais ágeis, eficientes e produtivos (saiba mais abaixo). Especialistas confirmam que Evelyn atua em uma ampla área. O salário de um engenheiro de IA varia de R$ 19,5 mil a R$ 27,1 mil, segundo o guia salarial de 2026 da consultoria Robert Huff. 📱 Baixe o aplicativo g1 para ver as notícias em tempo real e gratuitamente Considerando o setor de inteligência artificial como um todo, o salário médio no regime CLT varia de R$ 3.500 a R$ 20 mil, segundo pesquisa realizada a pedido da plataforma de empregos Catho G1. Em entrevista ao G1, Evelyn preferiu não revelar o próprio salário, mas afirmou estar satisfeita com a remuneração atual. Apesar das boas oportunidades, o mercado ainda carece de profissionais qualificados. “A demanda por especialistas em IA vem crescendo há pouco mais de cinco anos, com uma média anual acima de 20%. Globalmente, poderá ultrapassar 30%”, afirma Kleber Janchetin, professor e estudioso de IA da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O mercado de agentes ainda é novo – tanto que ainda não existe um cargo definido para esta função – mas evoluiu com o aumento do investimento das empresas. Para Rafael Bozza, vice-presidente de gente do iFood, “Nos próximos três meses, veremos surgir muitos cargos voltados para trabalhar com agentes de IA. Essas pessoas já existem e atuam na prática, mas a função ainda não tem título formal”. ➡️ Entenda o que são os agentes de IA e por que estão em ascensão: 🤖 Os agentes são sistemas de IA generativos baseados em grandes modelos de linguagem (LLMs) — os “cérebros” por trás de IA como Gemini, ChatGPT e Copilot — capazes de gerar respostas e executar tarefas de forma autônoma, seguindo os objetivos atribuídos. 🚀 Na prática, os agentes podem automatizar o atendimento ao cliente, analisar dados de vendas para identificar padrões ou ajustar cronogramas de acordo com construção, clima, pessoal e materiais. 🤑 Para as empresas, isso se traduz em maior produtividade, redução de custos e melhoria da experiência do cliente, o que pode ser aplicado tanto em processos internos quanto em produtos destinados ao consumidor final. 👩💻 Eles agora estão disponíveis para usuários regulares. Este ano, a OpenAI lançou seu agente para todos os clientes ChatGPT, capaz de realizar sozinho reservas em restaurantes, compras e outras tarefas. 🧑💼 Relatos de profissionais que constroem agentes de IA João Gama, 19 anos, e Evelyn Nicole, 22, trabalham com agentes de IA. arquivo pessoal. “Hoje, qualquer pessoa que saiba construir e operar agentes de IA é extremamente valiosa. Estou falando por experiência própria”, disse João Gama, 19 anos, técnico júnior de análise em uma locadora de veículos, onde ganha R$ 3,6 mil por mês. Ele ainda está estudando sistemas de informação. Joe também foi responsável por desenvolver um agente que analisa automaticamente os registros de inspeção veicular e identifica problemas na frota, como vazamentos de óleo, na locadora onde trabalha. A ferramenta envia alertas para a equipe, eliminando a necessidade de análises manuais. “O sistema ajuda a detectar falhas rapidamente e a tomar decisões com mais agilidade”, explica o jovem. “Quem tem jeito para construir esses sistemas tende a ficar isolado profissionalmente, pois ainda há muito pouca gente preparada na área”, diz João. Segundo ele, trabalhar com agentes é uma hard skill, ou seja, uma habilidade técnica cada vez mais valorizada no mercado. A família de Evelyn Nicole, 22 anos, demorou para entender a escolha. Formado em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de Goa (UFG), atualmente trabalha como Engenheiro de IA em uma grande empresa do setor elétrico. Evelyn lembra de uma tia que questionou sua decisão: “Ela disse: ‘Ah, mas você é muito inteligente. Por que não faz um curso que dê dinheiro?’. Ela chegou a dizer que eu deveria ter escolhido uma carreira já consolidada, como medicina ou engenharia”, lembra. Disse Taruni, agora sua família percebe que a área é promissora. “Agora tem comentários do tipo: ‘Nossa, a Evelyn chegou na hora certa’”, diz ela, rindo. O agente ChatGPT reserva restaurante, faz compras, mas comete o erro de enfatizar muito a empresa em que trabalha, Evellyn cria agentes que automatizam tarefas repetitivas, ajudando analistas e gestores a economizar tempo e focar nas atividades mais importantes. Dedica-se a construir robôs que entendam perguntas simples e busquem respostas no banco de dados da empresa. Assim, qualquer pessoa pode digitar, por exemplo, “Quanto vendi hoje?” E obtenha respostas instantaneamente sem programação. Esses agentes atuam como tradutores: interpretam a consulta e apresentam o resultado com clareza. Evelyn lembra das oportunidades que surgiram logo no início da faculdade por meio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da UFG, que conecta internamente estudantes com empresas interessadas em implementar IA. Segundo ele, não foi isso que o fez abandonar a IA, pois não tinha certeza de como se desenvolver em um universo tão novo. Dois profissionais empregados no regime CLT disseram estar satisfeitos com a carreira em IA e destacaram o modelo de trabalho. João trabalha num formato híbrido, indo ao escritório três vezes por semana, o que, segundo ele, “equilibra a vida profissional e pessoal”. Evelyn trabalha 100% em casa. “Já tive uma oferta para trabalhar no modelo híbrido com um bom salário, mas gostei da comodidade de trabalhar em casa”, diz Evelyn. Entre os desafios na área, João e Evelyn destacam o ritmo acelerado das mudanças na IA, com novos desenvolvimentos surgindo quase diariamente. Por se tratar de uma área nova e com poucos especialistas, muitos profissionais se sentem sozinhos. Há também escassez de livros e materiais publicados no Brasil sobre esse assunto. Um dos principais desafios técnicos são as chamadas “alucinações” de IA, quando o sistema produz respostas incorretas ou inconsistentes. Como explica Evelyn: “Um dia funciona, no outro não”. Isso porque a tecnologia trabalha com probabilidades, exigindo supervisão humana e coordenação constante. Leia também: ‘Ganhei mais de R$ 20 mil’: Como é trabalhar com IA Como começar a trabalhar com IA? Confira dicas dos brasileiros em campo. O que devo estudar e quais habilidades devo ter? Camille Alves, 20 anos que já trabalha com inteligência artificial. Rafael Leal/g1 Profissionais entrevistados pelo g1 que mesmo profissionais de áreas não técnicas, como finanças, podem criar agentes se tiverem profundo conhecimento dos processos de negócios. Para começar, é recomendado estudar Python, base da IA atualmente, e explorar ferramentas de criação de agentes utilizadas pelo mercado como Lindy, OpenAI Operator, LangChain, CrewAI, AutogenAI e Langflow. Professores, executivos e profissionais consultados pelo g1 também recomendam que fundamentos de IA, incluindo aprendizado de máquina e linguagem natural, IA generativa e análise de dados, juntamente com visualização, são essenciais para quem deseja ingressar na área. Além da formação técnica, é essencial um perfil analítico e crítico. Entenda os fluxos e processos que serão automatizados e domine as regras e objetivos da empresa para programar os agentes com precisão e eficiência. A graduação e, em alguns casos, a graduação ou pós-graduação em IA também são valorizadas pelas empresas. Como a área é muito ágil, a atualização constante é fundamental. É recomendado participar de eventos como hackathons e encontros de IA sem experiência técnica. É uma ótima oportunidade para trocar ideias, aprender na prática e desenvolver soluções inovadoras. Criminosos podem usar suas fotos nas redes sociais para golpes financeiros? Os data centers de IA podem consumir a mesma quantidade de energia que milhões de residências Robôs que aprendem por vídeo estão começando a ocorrer em fábricas e indústrias

















