Livigno, Itália, 19 de fevereiro – Os snowboarders japoneses deram um espetáculo incrível nas encostas nevadas da Itália, saltando, girando e girando habilmente no ar, ganhando mais medalhas no esporte do que qualquer outro país nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Os atletas japoneses conquistaram nove medalhas nos Jogos Milão-Cortina, três vezes mais que nos Jogos de Pequim 2022.

Dois deles, ouro no big air e bronze no slopestyle, foram para Kokomo Murase, de 21 anos.

“Antes, a seleção japonesa não ganhava muitas medalhas no snowboard. Muita coisa mudou. É por causa desses tempos difíceis e de muito tempo treinando dentro e fora da pista. E também pela mentalidade de querer vencer”, disse Murase.

“Acontece que temos uma boa ética de trabalho japonesa. É isso que nos leva a ser melhores.”

Os snowboarders da cidade alpina de Livigno deslumbraram os espectadores enquanto subiam aos céus e realizavam manobras mortais. Os pilotos escalaram trilhos e degraus, saltaram em saltos íngremes e esquiaram até a linha de chegada.

Além da equipe japonesa, a neozelandesa Zoe Sadowski-Synnott alcançou a marca de se tornar a snowboarder mais medalhada da história olímpica, com duas medalhas de ouro e cinco medalhas em três eventos.

A americana Chloe Kim, um dos maiores nomes do esporte, impressionou, mas ficou aquém de conquistar sua terceira medalha de ouro consecutiva no halfpipe. Ela ganhou a medalha de prata apesar de sofrer uma lesão no ombro.

Outra lenda, o australiano Scotty James, perdeu por pouco sua primeira medalha de ouro em sua quinta Olimpíada.

A snowboarder chinesa Su Yiming ganhou duas medalhas em seu aniversário, incluindo uma medalha de ouro no Slopestyle.

Seu talento impressionou o tricampeão medalhista Shaun White, que aplaudiu nas arquibancadas.

“A próxima geração é incrível”, disse White.

“Grupos inteiros de atletas vêm para mostrar novos truques e impulsionar o progresso no esporte”. Reuters

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