No debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo realizado pela TV Cultura, Pablo Marsal (PRTB) e José Luiz Datena (PSDB) protagonizaram uma das cenas mais absurdas da história recente da política brasileira: Marsal acusou Datena de ser um valentão , e Tucano respondeu com agressão física, matando o candidato do PRTB atingido com uma cadeira. Foi o momento mais baixo de uma campanha que já assistiu a vários insultos e insultos entre os candidatos. “É um extremismo e uma brutalidade que cresce no mundo todo”, disse Fernando Abrucio, doutor em ciências políticas pela USP, professor da FGV-SP e colunista do jornal Valor Econômico. Convidado de Natuja Neri neste episódio, Abrusio alerta para a crescente radicalização que já ultrapassa as barreiras da política e atinge a sociedade como um todo – incentivada pelas redes sociais, onde os candidatos “ganham selo e poder com esse argumento”. Abrusio elenca outros fatores que levam o debate político a dividir as civilizações: a desconexão dos cidadãos da “urgência” da vida real e a ineficácia do combate às notícias extremistas e autoproclamadas; As figuras políticas são “anti-establishment”.

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