Maracatu rural mantém o Carnaval vivo nas matas pernambucanas Os foliões de todo o Brasil já estão em contagem regressiva para a abertura do Carnaval. Nas matas pernambucanas já são confeccionadas peças de maracatu rural que mantêm viva a tradição centenária dos agricultores e dos colhedores de cana-de-açúcar. O maracatu rural emite cores tão vivas que parece que o canavial acordou. As lanças abrem caminho como cabocles guerreiros. Costas amarradas, socadas. Na mão, lança. Exibem sempre os chapéus enfeitados e não se esquecem de usar as golas, protegendo o peito, os ombros e as costas. A gola vem da mão do Caboclo. Kayuan mora em Condado, a 70 quilômetros de Recife. Aos 11 anos, ele faz parte da geração que mantém viva a sabedoria milenar. Repórter: Quando você está bordando você pensa em alguém? Kayuan Lira: Marakatu e meu avô. Repórter: Por que seu avô está? Kayuan Lira: Porque comecei a bordar com ela. Repórter: Qual foi a gola mais linda que você já bordou? Cayuan Lira: Uma estrela e uma flor. “Quando transmitimos essa cultura para essas crianças, fortalecemos a cultura e garantimos que ela não morra. Vai passar de pai para filho, de filho para outros filhos e assim por diante”, afirma Nice Tellis, proprietária do Maracatu Estrella de Oro do Condado. Aos poucos, lantejoulas coloridas e pequenas miçangas se transformam em desenhos que dão vida a uma gola inteira. É uma tarefa demorada e delicada que leva apenas alguns dias e muito poucas pessoas a fazem com cuidado. É como uma missão que ele está cumprindo com muita alegria. “O cabochlo fica mais bonito, fica cheio de brilho para as pessoas verem”, diz o bordador Leandro Pereira. Repórter: E quando você vê a gola acabada, como você se sente? “O coração continua batendo”, disse Embroider. Nos desfiles, a gola representa a armadura sagrada que protege o cabochlo e protege o caminho. Uma herança que não se explica, se sente. “Já estou sentindo e ficando arrepiado por todo lado, já sentindo a paixão e o cheiro do carnaval, que já está próximo”, mostra o bordador Raul Silva. Repórter: É difícil usar coleira? “Com certeza. A energia é surreal, surreal mesmo. Tendo trabalhado o ano inteiro durante três dias no Carnaval, quando você veste a fantasia a emoção é completa”, respondeu. Trajes rurais de maracatu mantêm vivas tradições centenárias em Pernambuco Journal Nacional

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