Fábrica da Eli Lilly funciona em Cosmópolis há 27 anos Reprodução EPTV/Arquivo O Tribunal Superior do Trabalho (TST) é considerado culpado por expor durante sete anos um operador de produção a produtos químicos tóxicos na unidade de Cosmópolis (SP), fabricante da Eli Lilly do Brasil. A decisão foi anunciada na última quinta-feira (27). Segundo o TST, essa exposição resultou em defeitos congênitos na filha do trabalhador, que nasceu em 1994 com mielomeningocele (defeito no fechamento da coluna vertebral fetal) e hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). Lily contatou diretamente o pai da jovem pelo telefone 198. Com solventes orgânicos, aromáticos e compostos clorados usados ​​nas fábricas. Segundo o TST, ele desenvolveu ao longo dos anos problemas neurológicos, comportamentais e físicos, como: ataques de pânico; perda de memória de ansiedade; dores no corpo; pressão alta; e hepatite química. Exames realizados em 2013 confirmaram a contaminação dela e da filha com metais pesados ​​e agentes considerados cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos. Estas últimas são substâncias capazes de causar alterações no desenvolvimento embrionário ou fetal, como malformações. 📲 Siga g1 Piracicaba no Instagram g1 pediu posicionamento a Eli Lilly, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O artigo será atualizado assim que a empresa farmacêutica responder. Parecer pericial sobre exposição aguda a agentes químicos indicou que no ambiente fabril existiam diversos agentes capazes de interferir no desenvolvimento fetal. O relatório concluiu que havia uma causa, o que significa que vários fatores contribuíram para o problema. Neste caso, a predisposição genética foi combinada com a exposição aguda a agentes químicos. A perita também mencionou a possibilidade de exposição indireta da mãe da criança com câncer de mama, ao lavar as roupas e calçados usados ​​pela trabalhadora. A empresa contestou a relação entre o trabalho do pai e o desfecho do filho, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) “considerou consistente o conjunto de provas, incluindo perícia ambiental, parecer médico e registros de exposição a produtos químicos”. O TRT concluiu pela existência de “riscos relevantes e falhas preventivas no ambiente de trabalho” e condenou a empresa ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais e R$ 100 mil por danos estéticos, além de pensão vitalícia, plano de saúde, cadeira de rodas e despesas médicas para a menina. A Sétima Turma do TST manteve a decisão. O relator, ministro Cláudio Brandão, disse que o trabalho na unidade envolve o manuseio frequente de substâncias perigosas, o que representa um risco particular. O relator lembrou ainda que já havia registro, em ação civil pública, de “um grande número de empregados” desenvolver doenças relacionadas à poluição no mesmo ambiente de trabalho. A decisão do sétimo painel foi unânime. Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, torna-se a primeira gigante farmacêutica de um bilião de dólares da indústria Este mês, a Eli Lilly atingiu um valor de mercado de 1 bilião de dólares, tornando-se a primeira empresa farmacêutica a entrar no clube exclusivo dominado por gigantes tecnológicos e cimentando a sua emergência como uma potência no sector da perda de peso. As ações da empresa subiram mais de 35% este ano, principalmente devido ao crescimento explosivo do mercado de medicamentos para perda de peso, como o Mounjaro. As vendas do tirzepetide da Lilly, comercializado como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para obesidade, ultrapassaram a marca Keytruda como o medicamento mais vendido no mundo. Vídeo: Tudo sobre Piracicaba e região g1 Veja mais novidades da região em Piracicaba

Source link