
Universidade de Brasília, Darcy Ribeiro Issa Lima/Secom Campus UNB está prestes a iniciar mais um ano letivo, a Universidade de Brasília (UnB) entra em 2026 com uma antiga pendência na agenda: a busca por mais dinheiro para investir e ampliar a capacidade de ensino e pesquisa. Vários factores estão envolvidos: a ideia de aumentar as receitas próprias, as restrições legais à venda de bens públicos e as restrições orçamentais que o ensino superior público enfrenta. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 DF no WhatsApp. Em nota recente, a UnB disse que continua avaliando “com cautela” o potencial de venda de lotes na Asa Norte e áreas centrais do Plano Piloto. Disse que, para tal, considera “critérios académicos, administrativos e financeiros”. A UNB destacou ainda que nenhuma decisão foi tomada nem há um cronograma definido para qualquer potencial venda dessas áreas. O debate já se arrasta há anos e é antigo e lento. Em 2004, a UnB já planejava leiloar os terrenos baldios do 207 Norte – último bloco residencial totalmente vazio da Asa Norte. De acordo com o levantamento interno, o terreno com cerca de 8,8 mil metros quadrados deverá abrigar 12 edifícios residenciais. Ao mesmo tempo, a UNB avaliava a potencial venda – permuta – de terrenos no Setor Hoteleiro Norte (SHN) como parte de sua estratégia de gestão de ativos. Para embasar as decisões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou estudos e vistorias técnicas contratadas pela universidade. UnB quer leiloar lote no último bloco vago da Asha Norte Quais são os ativos da UnB? No total, a UNB informou cerca de 1.800 imóveis, entre residenciais e comerciais, distribuídos pelo Distrito Federal, incluindo terrenos baldios em áreas valiosas. Parte desses imóveis gera receitas por meio dos chamados impostos de ocupação — valores pagos pelos ocupantes dos imóveis — destinados, segundo a universidade, a investimentos em educação, pesquisa e expansão. A taxa de manutenção, equiparada a uma taxa de condomínio pela própria instituição, destina-se especificamente a cobrir serviços de apartamentos, como portaria, limpeza, manutenção predial, água, luz, elevadores e garagens. As agências responsáveis por esses serviços são contratadas por meio de processo licitatório. Leia mais: Vídeo: Professor da UNB emocionado ao descobrir seu livro na biblioteca de Harvard Professor: UNB aprova reservas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência Atendendo a uma solicitação da Lei de Acesso à Informação (LAI), a UnB informou que, até dezembro de 2025, havia 8 imóveis vagos aguardando vistorias iniciais para serem disponibilizados ao público. Segundo a entidade, são 304 funcionários cadastrados na fila pela propriedade exclusiva. Além disso, em novembro, a universidade informou que 140 imóveis foram colocados em manutenção, incluindo reparos de revestimento, encanamento e eletricidade, entre outros serviços. Somente com condomínio, o custo desses imóveis totaliza R$ 163 mil no mês de novembro de 2025. Em 2024, a receita com aluguéis, taxas e outros imóveis foi de cerca de R$ 58 milhões. A liberação dessas unidades acontece de forma gradual, dependendo da conclusão das tarefas e da disponibilidade das equipes técnicas. O g1 questionou a entidade sobre uma lista de imóveis disponíveis em 2026. A UnB disse que não é possível apresentar uma lista definitiva de imóveis, “pois não é possível especificar o rodízio de posse do imóvel, que depende de vagas, fiscalização e manutenção”. Propriedade para Funcionários Actualmente, parte da propriedade está reservada exclusivamente para funcionários da Universidade. Essas unidades estão localizadas no complexo conhecido como Blocos 109, 205, 206 Norte e Colina, área tradicionalmente ocupada por professores e técnicos administrativos. No setor comercial, a Secretaria de Imóveis (SPI) informa que estão disponíveis 9 imóveis para aluguel imediato, todos localizados na Asa Sul, centro de Brasília. Entre os imóveis residenciais, quatro unidades estão disponíveis por concurso com matrícula virtual – duas na 212 Norte e duas na 214 Norte – além de um imóvel, disponível sem matrícula, localizado na 310 Norte. Imóvel da Universidade de Brasília (UnB), na SQN 212, Asa Norte. UnB/Reprodução O que diz a UnB “A Universidade de Brasília (UnB) informa à comunidade que o relatório publicado em 4 de janeiro pela Folha de S. Paulo, que trata da estimativa de venda em 2026 do SQN 207 e das projeções localizadas na área central do Plano Piloto de Brasília, não inclui tratamento prévio e atualizações. o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou uma reunião formal e solicitou formalmente ao BNDES a apresentação de uma nova proposta, que inclua as contrapartidas considerando os maiores interesses institucionais da universidade, e em bases publicitárias mais leves, para mais políticas financeiras. Vale ressaltar que os princípios de transparência e governança institucional da UNB, quando foi apresentada a primeira proposta do orçamento federal da universidade, qualquer aumento de receita por meio de receitas patrimoniais indicará automaticamente a perda de cerca de um terço desses recursos, fator este indicava uma posição responsável e prudente por parte do governo. recursos públicos da universidade, por fim, UnB confirma que nenhuma decisão foi tomada para esse cronograma Leia mais: Educação: cerca de R$ 500 no orçamento das universidades federais para 2026 Burity aprova cortes milionários: ‘Situação de crise’: Após ‘aperto de cinto’, DF não tem perspectivas de recuperação econômica.

















