
Vacinação contra dengue em posto de saúde de Ribeiro Preto, SP Fernando Gonzaga Dois anos após a introdução da vacinação contra dengue no Brasil, a cobertura nas cidades das regiões de Ribeiro Preto (SP), Barretos (SP) e Franca (SP) ainda está abaixo do ideal, principalmente no que diz respeito à segunda dose, necessária para completar o esquema vacinal. Os dados mostram que muitos jovens recebem a primeira injeção, mas não regressam à clínica para receber a segunda. A vacina começou a ser oferecida em fevereiro de 2024 e tem como público-alvo crianças e adolescentes de 10 a 14 anos – faixa etária com maior número de internações por dengue, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a Unvisa ainda não divulgou vacina. ✅Clique aqui para acompanhar o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp. Este esquema consiste em duas doses com intervalo de três meses. Segundo o Ministério da Saúde, uma cobertura acima de 90% é ideal em todos os momentos. Nas principais cidades da região, porém, as taxas estão longe desta meta. (Veja também abaixo) Veja vídeos de tendências no g1 Considerando os dados de Ribeirão Preto (SP), Franca (SP), Sertãozinho (SP) e Barretos (SP), a média regional é de 55,3% para a primeira dose e apenas 27,7% para a segunda, o que mostra que pouco mais da metade do público-alvo completou a vacinação e iniciou a vacinação menos que o terceiro esquema. Ribeirão Preto é a cidade com maior cobertura da primeira dose, mas há uma queda grande quando se olha para a segunda aplicação. A Franka apareceu logo, com diferenças significativas entre quem recebeu a primeira dose e quem voltou para completar a vacinação. Sertãozinho e Barretos registraram percentuais baixos em ambos os níveis, entre os que iniciaram e entre os que completaram o esquema vacinal. Aedes aegypti, causador da dengue. A imunização de duas doses do MS/divulgação era a única disponível até então. Nesta segunda-feira (9), o governo de São Paulo lançou uma campanha de vacinação contra a dengue com o Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em todos os 645 municípios paulistas. A vacina, a primeira no mundo a ser administrada em dose única, pode ser essencial para melhorar a cobertura vacinal em todos os estados. Foi aprovado pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos. Estudos demonstraram eficácia de cerca de 75% nos casos comuns da doença, mais de 91% nos casos graves e 100% nas hospitalizações. Nesta primeira fase serão vacinados os profissionais da atenção primária à saúde da rede municipal. 📊 Cobertura vacinal contra dengue na região de Ribeirão Preto, 84,5% do público-alvo recebeu a primeira dose, mas apenas 35,4% retornaram para completar a vacinação. Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Marcia Romanholi Passos, esse é um dos principais desafios que a doença enfrenta atualmente. “As pessoas tomam a primeira dose, desenvolvem anticorpos, mas precisam de uma segunda dose para que esses níveis subam e durem mais. Ao não completar o regime, a proteção fica comprometida. Isso é preocupante, porque as vacinas estão disponíveis”. Em Barretos, 33,76% do público-alvo recebeu a primeira dose, enquanto apenas 16,54% completaram o esquema vacinal. Em Sertãozinho, cujo público-alvo incluía 8.268 crianças e adolescentes, 40,47% receberam a primeira dose e 21,08% a segunda dose. Na França, foram administradas 5.068 doses de vacina contra dengue. Desse total, 3.159 corresponderam à primeira dose, representando 62,3%, e 1.909 à segunda dose, equivalente a 37,7%. 💉 Vacina disponível em todas as cidades Em nota enviada ao g1, as cidades informaram que a vacina contra dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em Ribeirão Preto, a Secretaria de Saúde informou que existem 39 salas de vacina para aplicação de vacinas. As unidades e seus respectivos endereços estão disponíveis no site da Prefeitura. “Quem não recebeu a primeira dose, procure a unidade. E quem já recebeu, volte para a segunda. A vacina é segura, está disponível e é uma importante aliada no combate à dengue. Sem completar o procedimento, a proteção não é a mesma”, disse Luzia. As buscas pela vacina contra dengue em Ribeirão Preto (SP) aumentaram 50% nas duas primeiras semanas do ano Luciano Tolentino/EPTV Sertãozinho, vacinação de segunda a sexta, das 7h30 às 14h45, UBSs Cohab 3, Cohab, Thásada, Sanica, 8 e bairros Jatazada. das Posses. Em Barretos, Jaboticabal e Franca, a aplicação ocorre nas unidades básicas de saúde, sem necessidade de agendamento prévio. Você deverá apresentar seus documentos de identificação e carteira de vacinação. 🏥 Casos e mortes nos últimos anos Em Ribeirão Preto, em 2024, foram confirmados 44.630 casos de dengue e 26 mortes. Em 2025, a incidência foi de 21.580 casos positivos e 11 óbitos. A taxa de internação foi de 5,36% em 2024 e 3,97% em 2025. Até 21 de janeiro deste ano, eram 8 casos confirmados na cidade. Em Sartojinho, o município registrou 2.207 casos e quatro mortes por dengue em 2024. Em 2025, o número era de 9.169 casos e 14 mortes. Houve 7 casos confirmados até agora este ano. Em Barretos, ao longo de 2024, foram confirmados 3.805 casos de dengue, com 303 internações e dois óbitos. Em 2025, foram 4.501 casos confirmados, 336 internações e quatro óbitos no município. Este ano, já são 10 casos confirmados. Em Jabotika, em 2024, foram confirmados 1.713 casos de dengue e quatro mortes. Em 2025, o número subiu para 2.713 casos, com 16 mortes. Em 2024, foram registrados 9.432 casos positivos de dengue e 20 mortes na França. Em 2025, foram 6.050 casos confirmados e quatro mortes. Profissional de saúde aplicando vacina contra dengue Ricardo Wolfenbüttel/SECOM-SC Embora cidades da região tenham registrado poucos casos confirmados no início de 2026, Luzia explicou que os números ainda são preliminares e não permitem prever como a doença se comportará ao longo do ano. “Janeiro nunca é previsível. Os dados ainda estão engatinhando. Condições climáticas que nos preocupam muito: chuvas frequentes, calor e umidade. Cria um ambiente ideal para os mosquitos, encurta o ciclo de reprodução e aumenta a transmissão rapidamente.” Segundo ele, o ciclo do Aedes aegypti pode durar menos de sete dias em condições favoráveis. Isto resulta no aumento da população de vetores durante um curto período de tempo, aumentando o risco de infecção. 🦟 Além das medidas de combate e das novas tecnologias de vacinação, Ribeirão Preto mantém atividades contínuas de combate ao mosquito, como fiscalizações em propriedades, bloqueio de criadouros, nebulização em áreas com casos confirmados, fiscalizações em canteiros de obras e ações de limpeza. O município também implantou estações de disseminação de larvicidas – armadilhas que descontaminam os mosquitos, que depois espalham o produto nos criadouros. Atualmente, cerca de 1.300 dessas estações estão instaladas em bairros da cidade e em pontos estratégicos, como ferros-velhos e sucatas. O subsecretário de Vigilância em Saúde explicou que a vacinação domiciliar precisa ser feita com cautela, como eliminar recipientes alagados, limpar calhas, monitorar ralos pouco usados, descartar itens expostos à chuva e verificar o quintal pelo menos uma vez por semana. “A dengue é uma doença que pode evoluir para quadros graves e até levar à morte. As vacinas ajudam, mas só funcionam em conjunto com o controle do mosquito. Ribeirão Preto, SP aedes aegytpi Reprodução/larvas do mosquito Dengue coletadas na EPTV *sob supervisão de Flavia Santucci g1 Veja mais novidades da região no vídeo Ribeirão Preto e Franca: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

















