
Às 20h26, uma fileira de pontos brilhantes pôde ser vista, formando uma faixa brilhante (veja acima) quando o satélite Starlink e o meteoro eram visíveis no céu do RS ao mesmo tempo. 🛰️ Starlink é um braço da SpaceX, empresa de exploração espacial de Elon Musk. Com o Starlink, o grupo está trabalhando para construir uma “constelação” de satélites para levar conectividade à Internet a áreas remotas com pouca ou nenhuma infraestrutura. 📲 Acesse o canal g1 RS no WhatsApp Os satélites, parte de um lote lançado pela SpaceX na quarta-feira (17), decolaram da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia (EUA), em uma missão que utilizou um foguete Falcon 9. O Observatório Heller & Jung, em Takuara, região metropolitana de Porto Alegre, também registrou a passagem do lote na quarta-feira (veja vídeo abaixo). Lançamento do satélite Starlink faz caminho brilhante e registra no RS mas como é possível ver os satélites um dia após o lançamento? Segundo o Observatório Astronômico Bette-Papo, os satélites tornam-se visíveis logo após o lançamento, principalmente quando completam sua primeira órbita em um momento favorável à observação. “Já os vi na primeira órbita, mas estão muito agrupados, é como uma relinha, uma relinha caminhando no céu”, explica o observatório. Com o passar das horas, os objetos começam a sair do espaço, tornando o alinhamento mais perceptível. Uma vez alcançados o seu local fixo, tornam-se virtualmente invisíveis para os observadores da Terra, aparecendo apenas em raros momentos. RS Divulgação/Observatório Bate-papo Astronômico Satélites Starlink e meteoros no céu do satélite ao mesmo tempo Os objetos de lançamento da Califórnia vistos no RS são vistos em diferentes pontos do planeta, ligados a uma combinação de altitude, velocidade e luminosidade solar. O Observatório Heller e Jung explica: Reflexos do Sol: Os satélites não têm luz própria. O brilho que vemos é a luz solar refletida em sua superfície. Por terem centenas ou milhares de quilômetros de altura, são iluminados pelo sol mesmo quando é noite para eles no solo; Movimento acelerado: Em órbita baixa, como no satélite Starlink ou na Estação Espacial Internacional, a velocidade é de cerca de 27 mil km/h. Faz com que cruzem o céu rapidamente e possam ser observados em diversos países em poucos minutos; Altitude e Alcance: Quanto maior a altitude, maior será a área da Terra que pode ver o objeto. Em alguns casos, é possível avistá-los a 500 km da trajetória; Órbita fixa: Os satélites geoestacionários, com cerca de 36 mil km de altura, ficam “fixos” na Terra, o que garante visibilidade contínua de quase todo o hemisfério. Logo após o lançamento, os satélites ficam próximos uns dos outros, criando uma espécie de “linha brilhante” no céu. Isso acontece porque eles compartilham a mesma órbita primária, estão em baixas altitudes e refletem muita luz solar, principalmente quando os painéis solares são posicionados para captar energia. Os satélites Starlink estão em órbita terrestre baixa, a uma altitude de cerca de 550 km, o que significa que estão mais próximos da Terra (você também pode vê-los daqui), tornando o envio de sinais muito mais rápido. Para efeito de comparação, os satélites geoestacionários estão localizados a uma distância de 35 mil quilômetros. Segundo a Starlink, os satélites se movem automaticamente para evitar colisões com detritos espaciais. Existem também sensores de navegação para que o equipamento encontre a melhor posição, altitude e orientação para enviar sinais de internet. Satélites Starlink e meteoros ao mesmo tempo RS Divulgação/Observatório Astronômico Chat Vídeo: Tudo Sobre RS


















