
Este jornalista morreu hoje quinta-feira (3) aos 97 anos. Bonner, que sucedeu Moreira na reforma do JN em 1996, lembra a voz extraordinária do veterano que eternizou com os bordões ‘Senhor M’ e ‘Jabulani’. Cid Moreira TV Globo GIF Photo O apresentador e locutor Cid Moreira será sepultado em sua cidade natal, Tauba, no interior de São Paulo. Ele morreu aos 97 anos na manhã desta quinta-feira (3) em Petrópolis, região serrana do Rio, após falência múltipla de órgãos. “Ele me disse que quer ser enterrado em Touba. Para ficar perto da primeira mulher, da filha, do neto, já falei com os entes queridos de lá, eles vão tomar as providências”, disse a viúva Fátima Sampaio. Sid nasceu e cresceu em Taubaté. A casa onde mora atualmente é sede da Vice-Reitoria da Universidade Taube. Homenagens dos apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcelos, relembram os traços e qualidades do colega Sid Moreira, 97. Bonner, que sucedeu Moreira na reforma do JN em 1996, lembra a voz extraordinária do veterano que eternizou com os bordões ‘Senhor M’ e ‘Jabulani’. Por sua vez, Vasconcelos destaca a sua capacidade de conciliar ideias opostas. Em 2010, Jabulani deixou de ser o nome oficial da bola da Copa do Mundo da África do Sul e se popularizou. O termo, que significa ‘celebrar’ em zulu, virou moda graças à reportagem do “Fantástico” e às vinhetas descaradamente gravadas por Sid Moreira para as transmissões da TV Globo. O sucesso foi imediato. Durante entrevista ao RJ1, o atual editor-chefe do JN lembrou: “Quem não se lembra do Sid dizendo: ‘Zabulaani!’”. Sobre Cid Moreira, a ‘cara do telejornalismo brasileiro’, Bonner diz que “Cid, depois de sair do Jornal Nacional, conseguiu se destacar também de outras maneiras, com certo senso de humor. Como participar do Fantástico. A voz do painel do Sr. M, quem não lembra, (ele) é a voz que eternizou o nome de uma bola de futebol, em 2010, na África do Sul”, lembra Bonner. “Esse é o profissional que ia até a casa das pessoas. O profissional com quem tive a honra e o prazer de trabalhar, em alguns momentos, era um homem com muito bom humor, embora fosse mais velho que o normal, que adorava se divertir. “, JN destaca seu atual editor-chefe. Cid apresentou o Jornal Nacional durante 26 anos — e a partir dessa bancada, imortalizou a “Boa Noite” no imaginário público. Renata Vasconcelos destacou que o veterano do JN tinha uma formalidade e ao mesmo tempo um sorriso infantil. “Gostaria de destacar uma qualidade do Cid que é muito rara e maravilhosa: a capacidade de conciliar traços opostos. Ele tinha toda a formalidade, peso, contenção, seriedade exigida para a função de apresentador do Journal Nationale”. Renata. “Mas, ao mesmo tempo, um olhar carinhoso, um sorriso quase travesso, de menino, uma alma leve. E ele consegue transmitir isso ao mesmo tempo. Sente-se familiarizado e seguro com a imagem brasileira de pessoa. Inseparável e ao mesmo tempo ao mesmo tempo humano”, acrescentou William Bonner, Sid Moreira, Sergio Chaplin e Renata Vasconcelos Reprodução/TV Globo


















