131 minutos, lançado em 1º de janeiro

★★★☆☆

história: Millie (Sidney Sweeney) aparece na mansão Winchester em busca de emprego como governanta residente. Os ricos Winchesters parecem ser uma família estável e amorosa, e sua casa é o ambiente perfeito para a falida e emocionalmente frágil Millie. Mas ela logo descobre que não há nada de errado entre a dona da casa, Nina (Amanda Seyfried), e seu marido, Andrew (Brandon Skrenner), o belo herdeiro da fortuna da família.

Nos dois primeiros atos, esse thriller psicológico se desenrola de maneira branda e direta. Millie é uma estranha com o nariz pressionado contra o vidro que a separa da vida estritamente programada e cheia de dinheiro de seu empregador, e grande parte da história gira em torno de como ela se sente estranha.

Os espectadores são forçados a sentar e simpatizar com a personagem da atriz Sweeney enquanto ela tropeça e se atrapalha, uma camponesa, na frente dos aristocráticos Winchesters.

O diretor Paul Feig é o cara preferido de Hollywood para pornografia de riqueza identificável, então não é tão chato quanto parece.

Em Um Favor Simples (2018), thriller ambientado no mesmo subúrbio de classe alta, e sua sequência Outro Favor Simples (2025), ele mostra talento para fazer o privilégio parecer desejável, requisito importante para histórias sobre mulheres seduzidas pelo abismo moral.

Sidney Sweeney em “A Empregada Doméstica”.

Foto de : Encore Film

O melhor de tudo é que Feig sabe como fazer com que os dramas domésticos pareçam pesados, para que os espectadores saibam que não estão apenas assistindo mulheres flertando.

O desconforto de Millie como uma pessoa de classe baixa navegando nas complexas relações dos ricos parece que vai valer a pena no terceiro ato, e vale a pena.

O trabalho de Sweeney é vender a transformação de Millie de subordinada indefesa no primeiro ato para uma pessoa muito mais confiante no final. Procuramos uma atriz com capacidade de transmitir a rica vida interior de Millie.

Sweeney não é essa atriz. Feig complementa com narração, sequências de sonhos e diálogos, preenchendo as lacunas narrativas deixadas por sua atuação. Seyfried interpreta a misteriosa e temperamental Nina e rouba todas as cenas em que ela aparece.

Os sonhos quentes de Millie e outras cenas do quarto contribuem para a classificação M18 do filme, e Feig garante que o olhar feminino direto receba bastante consideração.

Não há risco de o espectador perder o controle da trama quando as coisas começarem a ficar complicadas. De forma quase cômica, personagens coadjuvantes, desde um jardineiro medroso até um policial convenientemente comprometido, aparecem para explicar o que está acontecendo.

Takes em destaque: A atuação de uma nota só de Sweeney quase afunda este thriller psicológico, mas a atuação de Seyfried, que rouba a cena, e as escolhas sábias do diretor Feig tiram o projeto do abismo.

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