Donald Trump deixou claro qual será uma de suas primeiras ações ao retornar à Casa Branca: a deportação em massa de imigrantes ilegais. O aperto nas fronteiras não é exclusivo do presidente eleito dos EUA. Na semana passada, os Países Baixos anunciaram o encerramento das suas fronteiras a pessoas que entram no país provenientes da União Europeia, numa tentativa de controlar o fluxo de migrantes. Entretanto, o número de deslocações devido à guerra, à fome e às alterações climáticas está a bater recordes. Segundo a agência das Nações Unidas para os refugiados, o conflito forçou 120 milhões de pessoas a fugir das suas casas. Para entender por que o discurso que posiciona os estrangeiros como inimigos tem ganhado força em todo o mundo e quais as consequências do bloqueio para os migrantes, Natuja Neri conversou com João Paulo Sherlocks. Autor, jornalista e analista político do livro “Ser Estrangeiro – Migração, Asilo e Refúgio ao Longo da História”, Charleux explica como a ideia de bloquear estrangeiros se insere nos cenários antiglobalização e nas consequências sociais e económicas das medidas restritivas. Para pessoas vindas de outros países.

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