
Evento intitulado ‘Carnaval em Marcos de Macedo’ termina com um morto Uma festa de carnaval em uma rua de Guadalupe, zona norte do Rio de Janeiro, terminou em morte na madrugada desta quarta-feira (18). O evento intitulado “Carnaval em Marcos de Macedo” começou no sábado (14), durou 4 dias e foi organizado por Fabio Silva e Marcos Dias, vereadores do Podemos. Moradores disseram que, nos últimos dias, houve relatos de tumultos e da presença de homens armados na área. A vítima foi identificada como José Ailton de Sales Jr., de 32 anos. Segundo a Polícia Militar, ele foi baleado durante um tumulto na Rua Marcos de Macedo e foi levado em veículo particular ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas morreu no local. 📱 Baixe o aplicativo do g1 para assistir notícias em tempo real e gratuitas do RJ ‘Havia confusão todos os dias’, com moradores relatando clima de tensão e insegurança desde o início do incidente. Um vendedor, que não quis ser identificado, descreveu a presença constante de homens armados e disse não ser possível distinguir se eram seguranças, policiais ou criminosos. “Todo dia havia confusão. Sempre que havia briga, eles sacavam as armas na frente das crianças. Era terrível. Cerca de dez pessoas, todas vestidas de preto, sempre caminhavam juntas. Não sabíamos se era segurança, se era policial, se era criminoso”, disse a mulher. Um homem morreu após ser baleado em uma festa de carnaval promovida por vereadores no Rio. Disse ainda que, na noite anterior ao crime, abandonou o local após presenciar uma briga com jogadores de futebol e um grupo de homens armados. “Não duvido que pessoas morreriam lá. Foi desesperador. Não havia nada familiar.” A mesma testemunha relatou a presença de um homem armado com fuzil circulando sozinho entre os denunciantes, aumentando a sensação de insegurança. Ainda não se sabe quem matou José Ailton. Segundo o primeiro-ministro, ele foi morto a tiros durante uma comoção durante a festa. O vereador Fabio Silva foi um dos organizadores da reprodução do evento ao g1 perguntando à Polícia Civil se alguma delegacia próxima a Guadalupe investigaria denúncias de homens armados em festas. A corporação informou apenas que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada para assumir a investigação. O vereador Fabio Silva, que já apareceu em diversas fotos nas redes sociais na realização do evento, disse que “soube a verdade pela imprensa” e que “o episódio aconteceu poucas horas depois do encerramento oficial do carnaval”. O político disse ainda que “lamenta profundamente o sucedido, solidariza-se com os familiares e amigos das vítimas e continua a acompanhar a investigação dos incidentes pelas autoridades competentes”. O vereador Marcos Dias também relatou que só soube do caso pela imprensa. Segundo ele, as informações recebidas indicam que o episódio aconteceu duas horas após o término da festa. Marcos Dias disse que está acompanhando a evolução do caso e continua focado na investigação dos acontecimentos. Vereador Fabio Silva foi um dos organizadores do evento de reprodução