
Conselho Nacional de Justiça afasta juíza suspeita de abuso sexual em Minas Gerais O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou a juíza Magid Nauf Lauer do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sob acusação de abuso sexual. Na ausência do magistrado, Bello Harijante esteve na sede da Polícia Federal para apoiar a equipe do CNJ. A conduta de Magid Lauer está sendo investigada pela Inspetoria Nacional do CNJ e pela Justiça de Minas Gerais. Ele iniciou a investigação depois de votar pela absolvição de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. No início de fevereiro, Magid Lauer e o juiz Walner Azevedo absolveram um homem condenado por estuprar uma pessoa vulnerável. Na época, o réu de 35 anos mantinha um relacionamento com uma menina de 12 anos no Triângulo Mineiro, em Indianápolis. Em janeiro, ele e a mãe da menina foram considerados culpados em primeira instância, mas neste mês um júri ouviu recurso e absolveu ambos. O caso gerou reação negativa e o CNJ abriu investigação. Esta semana, o juiz Magid Lauer reverteu sua decisão e condenou o homem e a mãe da vítima. CNJ afasta juiz do TJMG por denúncia de abuso sexual em Minas Gerais Reprodução/TV Globo Durante a investigação, surgiram denúncias de abuso sexual contra Magid Lauer. O CNJ já ouviu cinco supostas vítimas de abuso sexual. O primo de segundo grau do juiz, Saulo Lauer, analista do Ministério Público de Minas Gerais, também foi entrevistado e relatou que foi constrangido e abusado por um magistrado quando tinha 14 anos, quando foi chamado para visitar a casa do Magid em Oro Preto. “A inspiração foi essa correspondência com a dor que senti”, diz Saulo Lauer. “Atuar em si foi uma tentativa e consegui sair, depois disso ele me ligou, pediu desculpas e nunca mais falamos sobre isso.” O primo de segundo grau do juiz, Saulo Lauer, relatou ter sido molestado e abusado pelo juiz aos 14 anos. Reprodução/TV Globo O Conselho Nacional de Justiça disse que a maioria dos casos estava prescrita por serem idosos —quando Magid Lauer atuava como juiz nas cidades de Oro Preto e Beit. No entanto, surgiram relatórios mais recentes. O CNJ informou que, para manter a integridade da investigação, afastou o juiz de suas funções por precaução. A Inspecção Nacional de Justiça destacou que a medida é proporcional à importância do relatório e sublinha que os procedimentos penais não constituem um julgamento prévio do crime, mas tentam preservar a credibilidade do poder judicial. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais anunciou que será convocado um magistrado de primeiro grau para substituir Magid Lauer para relatar casos e atuar na 9ª Câmara Criminal do TJ. O tribunal disse ainda que contribuirá para a apuração dos fatos envolvendo o juiz. A juíza Magid Lauer disse que não comentaria as acusações. Leia mais PF investiga e CNJ afasta juiz que absolveu acusado de estupro


















