Membros do Ministério Público previram possível denúncia em 2025 Caso a ação penal seja requerida judicialmente, a Procuradoria-Geral da República poderá alterar, ampliar, reduzir ou alterar o rol de delitos inicialmente determinados pela PF. A PF acusou Bolsonaro, Braga Neto e outras 35 pessoas na investigação da tentativa de golpe. Quando receber o inquérito da Polícia Federal, caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar o documento e decidir o destino da investigação contra Bolsonaro. e outros 36 numa tentativa de golpe em 2022. Uma das possibilidades é a apresentação de um indiciamento, ou seja, uma denúncia formal de um crime em juízo. Segundo o jornalista César Tralli, da TV Globo, segundo integrantes do Ministério Público, isso só deve acontecer em 2025. Caso decida indiciar formalmente o grupo no Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público não será necessariamente requerido. Acompanhe a decisão da PF. Ou seja, na prática, pode ampliar ou reduzir a lista de crimes, perceber que outros crimes foram cometidos e concluir de forma diferente sobre a contribuição de cada um dos atos ilícitos denunciados. Entenda possíveis cenários para investigações envolvendo tentativas de golpe em 2022 Qual o papel da PGR numa investigação criminal? A PGR é o órgão máximo do Ministério Público Federal, que trata dos processos criminais tramitados no Supremo Tribunal Federal. Num processo criminal, cabe ao MP propor a instauração de processo contra os envolvidos no ato ilícito. Os promotores podem usar como base as investigações da Polícia Federal. É o que acontecerá neste caso, já que a PF produziu um relatório 884 que investiga as atividades antidemocráticas de 37 pessoas. O que acontece quando o relatório da PF vai para a PGR? O relatório da PF deverá ser enviado pelo ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira. Uma vez na PGR, o documento será avaliado pelo procurador Paolo Gustavo Gonet Branco e sua equipe de gabinete. O que a PGR pode fazer? A PGR pode tomar uma das seguintes medidas: Condenar o ex-presidente e os outros 36 envolvidos; Peça à polícia para investigar mais detalhadamente; Arquivo de Casos; A lei dá ao Ministério Público 15 dias para tomar sua decisão. Na prática, esse prazo pode ser flexibilizado: se o MP pedir mais investigação, ela é interrompida. O que significa reportar? A denúncia informa ao tribunal que alguém cometeu um crime. Na maioria dos crimes de direito penal, esta tarefa cabe ao Ministério Público. No documento, o MP detalha os incidentes, identificando os acusados ​​e as ações de cada um, quais foram as violações e os nomes das testemunhas, se for o caso. Ele pediu ao tribunal que abrisse um processo criminal para explicar a verdade. Caso seja feita denúncia, será aberto um prazo de 15 dias para que o acusado envie resposta por escrito. Concluída essa etapa, o Relator publica o processo para que o recebimento da denúncia seja julgado coletivamente. Se for aceito, os denunciados tornam-se réus e passam a enfrentar ações penais na Justiça. No entanto, esta decisão pode ser objeto de recurso. Os processos criminais abertos passam por investigações processuais. Durante este período serão recolhidas provas (declarações, factos, interrogatórios). O caso será julgado somente após o término desta fase. Os ministros decidirão então se condenarão ou absolverão os envolvidos. E, se condenados, qual a punição para cada um? Na denúncia, a PGR é obrigada a oferecer os mesmos réus e confissões de culpa para os crimes que a PF indicou? não A PGR não está obrigada a seguir rigorosamente as mesmas conclusões da PF. Pode avaliar se a conduta se enquadra em vários crimes; Reduzir ou expandir esta lista de infrações. O MP pode concluir que se trata de um caso de demissão com um ou outro dos arguidos. Pode também sugerir como será aplicada a pena – pela soma de cada pena ou, aplicando a pena mais severa, acrescida de uma fração. A PGR pode pedir à polícia uma investigação mais aprofundada? Sim Ao analisar o relatório da PF, a Procuradoria-Geral da República pode avaliar que necessita de mais informações sobre determinados aspectos de sua investigação. Os pedidos de medidas adicionais são encaminhados ao Supremo e cabe ao relator decidir se serão deferidos. Nesse caso, o prazo (por lei, inicialmente 15 dias) para a PGR decidir o que fazer é interrompido. O caso foi revertido à PF para as providências necessárias. E se a PGR perceber que se trata de um caso de arquivo? Nesse caso, a PGR poderá concluir, com base nos dados da PF, que não há elemento mínimo de crime ou que o grupo é responsável por infrações penais. Caso isso aconteça, a PGR envia suas conclusões ao Supremo, para análise do Relator. A partir desse pedido, Moraes concluiu que se tratava, na verdade, de um caso de arquivamento. Mesmo num caso arquivado, se surgirem novas provas, o caso pode ser reaberto.

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