O registro foi compartilhado nas redes sociais por Jelly dos Anjos, que fez o bolo para um evento familiar em Torres, na véspera de Natal deste ano. A nora de Geli, Des Moura dos Anjos, está presa temporariamente. O arsênico foi encontrado em farinha usada para fins forenses. Des Moura dos Anjos e Jelli dos Anjos Reprodução/rede social 2021 Foto publicada em 2021 mostra o suspeito de envenenar o bolo que causou a morte de três membros da mesma família em Torres, no litoral norte do RS, ao lado da mãe – pai -cunhado, que está hospitalizado. Em primeiro plano, ao lado de uma cesta com frutas, é possível ver um doce parecido com o contaminado. ???? Acesse o canal g1 RS no WhatsApp A postagem foi compartilhada por Zeli dos Anjos nas redes sociais Segundo a Polícia Civil, a mulher fez um bolo e comeu dois pedaços. Segundo o IGP, a fonte de contaminação por arsênico foi a farinha utilizada no preparo dos alimentos consumidos pelas vítimas. (Saiba mais abaixo) Segundo amigos, era costume preparar comida na festa de final de ano. “Era um bolo tradicional de família, um bolo rei, que eles sempre, sempre, sempre faziam”, disse a empresária Denise Teixeira Gomes. A nora de Geli, Des Mora dos Anjos, foi presa provisoriamente no domingo (5). Ela está detida no Presídio Feminino Estadual de Torres e sob suspeita de triplo homicídio, duplamente elegível por causa fútil e uso de veneno, e tentativa de triplo homicídio, duplamente elegível. Em nota, a defesa de Dees afirmou que a prisão temporária “tem caráter investigativo” e que “ainda há diversas perguntas e respostas em aberto neste caso”. (Leia o texto completo abaixo) Investigação policial revela que Deej teve um desentendimento com a sogra. O representante responsável pelo caso, Marcos Vinicius Veloso, informou ter recebido duas denúncias anônimas sobre o relacionamento conflituoso entre eles. Especialistas constataram que farinha de bolo de Natal do RS estava contaminada com arsênico Suspeito pesquisou arsênico na internet Segundo o Tribunal de Justiça do RS, Dees havia pesquisado arsênico na internet antes do caso. Relatos iniciais de dados obtidos do telefone do suspeito mostraram que “arsênico e termos semelhantes foram pesquisados ​​na Internet, incluindo compras no Google”. O arsênico é um elemento químico liberado no meio ambiente naturalmente ou pelas atividades humanas e é ingrediente utilizado na fabricação de alguns agrotóxicos. A exposição ao arsênico pode causar reações como intoxicação alimentar e alergias, câncer e até morte em caso de exposição repetida. A RBS TV informa que a Polícia Civil também apurou que a mulher havia pesquisado a substância antes do caso, em novembro. A investigação está em andamento e o motivo não foi divulgado pelos investigadores porque, segundo a polícia, poderia dificultar a investigação. (Leia mais abaixo). No dia 23 de dezembro de 2024, três mulheres da mesma família morreram intoxicadas por arsênico após comerem bolo (saiba mais abaixo). IGP encontrou 65 gramas de arsênico em bolo RS Reprodução/TV Globo Veneno usado em farinha, disse IGP Segundo a diretora do Instituto Geral de Perícia (IGP) Marguete Mitman, a fonte da contaminação foi o bolo comido pela vítima, usado para faça a farinha. “Concentrações altíssimas de arsênico foram detectadas em três vítimas. Tão altas que são tóxicas e letais. Para se ter uma ideia, 35 microgramas são suficientes para matar uma pessoa. Uma das vítimas tinha uma concentração 350 vezes maior”, disse. Marguete. Segundo Marguete, foram coletadas 89 amostras na casa da mulher que fez o bolo. Uma amostra, farinha, apresentou concentrações de arsênico. ‘Intenção de cometer crime’, Torres Vitor Rosa/RBS TV O delegado Marcus Vinicius disse em coletiva de imprensa sobre o caso do bolo envenenado que “evidências indicam que ele (dis Moura dos Anjos) é o autor (do crime)” . No entanto, não revelou detalhes das provas, incluindo o motivo do crime, pois poderia dificultar a investigação. “Ele queria cometer um crime. Foi um crime deliberado”, disse o chefe de polícia. A Polícia Civil também investiga quem foi o alvo de Dees quando ele envenenou K, como conseguiu o arsênico e quando ele foi colocado na farinha. As três que morreram após comerem o bolo foram: Neuja Deniz Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva e a filha de Neuja, Tatiana Deniz Silva dos Anjos. Segundo o último boletim médico, a mulher que fez o bolo, Jelly Dos Anjos, continua internada em estado estável. Nesta segunda-feira (6), ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A criança de 10 anos que também comeu o bolo recebeu alta do hospital na sexta-feira. Saiba quem é quem no que diz respeito ao bolo de Torres Segundo o representante do sabor estranho, quem já comeu o bolo notou um gosto estranho ao comer a sobremesa. O sabor apimentado e desagradável do prato era perceptível na primeira mordida. Jellie parou de beber mesmo depois de perceber as reclamações. “Quando o menino de 10 anos comeu e reclamou do gosto, ele meio que colocou a mão em cima do bolo, (e disse) ‘E agora ninguém come’. “, disse o representante. O marido de Neuza, que não comeu o bolo, não apresentou sintomas. E o marido da Maida comeu o bolo, ficou internado, mas já teve alta. Seus nomes não foram divulgados oficialmente. Relembre o caso Segundo a Polícia Civil, sete membros de uma mesma família estavam reunidos em uma casa, tomando café à tarde, quando começaram a passar mal. Apenas um deles não comeu o bolo. Jellie, que preparou a comida em Arroio do Sal e levou para Torres, também foi internada. Três mulheres morreram com poucas horas de diferença. Segundo o hospital, Tatiana Deniz Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva tiveram parada cardiorrespiratória. A causa da morte de Neuza Denize Silva Dos Anjos foi relatada como “choque pós-intoxicação alimentar”. Quanto ao arsênico, substância encontrada no sangue da família, segundo o delegado, Jelly foi a única pessoa da casa que comeu duas fatias. A maior concentração de veneno foi encontrada em seu sangue. Os testes de arsênico levam a melhor ao detectar arsênico no sangue Segundo André Valle de Beiros, professor de toxicologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o arsênio é um elemento químico, e o arsênico é um composto chamado trióxido de arsênico. “O arsênico é a forma mais tóxica. 100 mg podem matar um adulto. Geralmente, o arsênico está na forma de pó e não tem cheiro nem sabor. Apesar de ser usado como rodenticida, esse medicamento pode ser usado para fins oncológicos. Pacientes com leucemia promielocítica aguda Para fins terapêuticos e comercializado como Trisenox”, explica o especialista. Bairros observou que o arsênico está proibido de ser vendido como rodenticida no Brasil e seu uso como agente quimioterápico é restrito. “O arsênico é um elemento de alta toxicidade conhecido pela humanidade e que sempre teve um certo receio. Existem lugares na Terra que são ricos em arsênico e ele contamina fontes de água. e de fato, leite, carne E ter essa contaminação na fruta, porém, a exposição a altas concentrações de arsênico não significa necessariamente envenenamento”, acrescentou. Nota da defesa de Deise O escritório Cassius Pontes Advocacia, no bairro de Torres, representa a defesa de Deise Moura dos Anjos na investigação em andamento do bolo de roupas e ordenou neste domingo a prisão temporária do homem investigado. Porém, até o momento, mesmo após o pedido da defesa ter sido deferido pelo Poder Judiciário, não houve acesso ao inquérito judicial até o momento. A família, desde o início, colaborou com a investigação, inclusive com o depoimento de Dis à delegacia antes da decretação da prisão. Ressalte-se que a prisão temporária tem caráter investigativo e de coleta de provas, pelo que ainda existem diversas perguntas e respostas em aberto neste caso, que não foram definidas ou esclarecidas na investigação. Vídeo: Tudo sobre o representante do RS, Marcus Vinicius Veloso

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