O Verona FC quis apresentar esta segunda-feira a sua situação económica e desportiva numa conferência de imprensa conjunta organizada pelo Diretor Geral, Ignacy Mas-Baga, e pelo Diretor Desportivo, Quique Carcel. Ambos os dirigentes transmitiram uma mensagem de confiança no projecto e explicaram as razões das decisões tomadas no último mercado de transferências, sublinhando a vontade de manter a estabilidade e competitividade do clube na primeira divisão.

Ignacy Mas-Baga destacou a importância da gestão económica como pedra angular do projecto. O Diretor Geral do clube revisou a estrutura orçamentária e sua evolução nos últimos anos para demonstrar que os lucros estão sendo reinvestidos na equipe. “Nossos acionistas reinvestem as receitas em campo. Para reduzir o risco de rebaixamento, esse compromisso foi assumido. O teto salarial atual é de 75 milhões, mas existe um plano de três anos monitorado pela La Liga”, explicou. O Diretor-Geral destacou que embora o Verona seja atualmente o décimo clube da categoria em termos de teto salarial, este poderá continuar a ser reforçado se necessário. “Melhoramos três posições em comparação com duas temporadas atrás.”

Ignasi Mas-Baga: “Os acionistas querem reinvestir os lucros na equipe para reduzir o risco de ser rebaixado para a Segunda”

No campo desportivo, Quique Carcel admitiu que o início da temporada não correu como esperado, mas manifestou confiança na resposta da equipa. “Obviamente não estou nada feliz com a forma como as coisas correram no início, principalmente nos três primeiros jogos. A equipe melhorou e acho que isso vai continuar. O objetivo é sair do fundo o mais rápido possível e vamos fazer isso”, afirmou.

O diretor desportivo destacou o trabalho da comissão técnica e o envolvimento do balneário ao mesmo tempo que defendeu a decisão de construir um plantel mais pequeno mas mais equilibrado. “Acho que com times menores como este ano faremos melhor. No ano passado tivemos jogadores que não jogaram e se desintegraram. Agora todos são importantes”, argumentou. Carcel também reconheceu a carga emocional que advém da sua responsabilidade após doze anos no clube, mas lembrou a importância do percurso percorrido.

Quique Carcel: “Vivemos anos gloriosos mas com grandes exigências. Estar na primeira classe é um sonho. Ter o décimo orçamento é um privilégio”

No que diz respeito ao planeamento de mercado, Carcel explicou que a necessidade de geração de receitas e diversos imprevistos otimizaram as operações. “Eu sabia que seria um ano complicado. Tínhamos que fazer 15 milhões de vendas. Algumas operações, como a do Miguel, atrasaram por causa da lesão e os acordos com o City também atrasaram. No final tudo mudou”, explicou. O diretor desportivo admitiu que houve saídas que não estavam nos planos, como os casos de Krejci e Yangel Herrera. Ele disse: “Não queríamos vender Krazy, mas apareceu uma boa oferta. Yangel pediu para sair porque não estava satisfeito. Tudo isso atrapalhou o mercado e nos puniu no primeiro jogo”.

Apesar das dificuldades, Carcel manifestou total confiança na equipe e no técnico Michel Sanchez. Ele declarou: “Existe uma relação incrível com Michel. Ele é meu treinador favorito e tem todo o apoio do clube. Ele tem um imenso potencial de desenvolvimento e gostaria que ele continuasse”.

Quique Carcel: “Michelle é o meu treinador preferido, tem todo o meu apoio e gostaria que ele ficasse”

Ele também abordou as mudanças na posição do goleiro após a lesão de Juan Carlos: “Não queríamos fazer nenhuma jogada, mas a lesão dele nos obrigou.

Carcel destacou a necessidade de enfrentar a temporada com humildade e união. “Somos o Verona e devemos aproveitar a versatilidade dos jogadores. Todos se sentem mais importantes desta forma.

Quique Carcel quis também destacar o papel dos torcedores nesta nova fase e enfatizar o desenvolvimento social e institucional do clube. “Temos torcedores incríveis. Os garotos vestem a camisa do Verona e estamos trabalhando em um novo estádio. Vivemos anos extraordinários e as pessoas se acostumaram, mas vamos nos reconectar com eles através do esforço e dos resultados”, concluiu.

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