HAVANA (Reuters) – A Hangzhou Duojia Technology, que distribui tecnologia solar para Cuba, classificou o plano cubano para aumentar drasticamente a geração solar como uma vitória para ambos os países, elogiando o peso industrial da China e o clima ensolarado da ilha.
Cuba está desesperada para gerar electricidade numa ilha onde a procura está a aumentar, mas a produção por antiquadas centrais eléctricas alimentadas a petróleo despencou.
A rede do país entrou em colapso no mês passado, deixando 10 milhões de pessoas sem energia.
Grande parte de Cuba continua a enfrentar apagões diários de horas de duração, à medida que a produção fica 50% abaixo do pico de procura.
“Acreditamos que os painéis solares são a solução definitiva neste país onde há sol mais do que suficiente”, disse Qiaoming Huang, presidente da Hangzhou Duojia Technology, à margem da Feira Internacional de Havana.
“Como dizemos na China, com a crise vêm as oportunidades”, disse Huang à Reuters numa entrevista.
Ele disse que sua empresa, que fornece tecnologia solar da China para projetos comerciais de pequena escala de até 20 quilowatts em Cuba, tinha 10 contêineres de painéis solares e baterias de lítio vindos da China.
Cuba concordou em Abril que a China o ajudasse a aumentar o papel da energia solar na sua rede, embora nenhum dos governos tenha elaborado detalhes sobre o financiamento.
Pouco depois, as autoridades cubanas anunciaram que iriam construir 2.000 megawatts de energia solar até 2028, com os primeiros 1.000 MW a entrarem em funcionamento até ao verão de 2025 e a segunda parcela até 2028.
Após o apagão nacional de Outubro, a liderança de Cuba pareceu redobrar a aposta no plano, pelo menos parcialmente financiado com créditos de desenvolvimento chineses, segundo a comunicação social estatal.
Atualmente, menos de 5% da energia cubana provém de fontes alternativas. A meta de Cuba para 2030 é de 24%. REUTERS


















