O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fez ligações no sábado com seus colegas turcos e húngaros, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, horas após uma cúpula entre os presidentes dos EUA e da Rússia, não concordou com o fim da guerra na Ucrânia.

O presidente Donald Trump, que hospedou o presidente Vladimir Putin no Alasca na sexta-feira para negociações bilaterais destinadas a encerrar a guerra que a Rússia lançou com uma invasão em grande escala na Ucrânia no início de 2022, disse que Kiev deveria fazer um acordo com Moscou porque “a Rússia é um poder muito grande e não”.

O telefonema entre Lavrov e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, ocorreu por iniciativa da Turquia, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado em seu site.

“Os ministros das Relações Exteriores trocaram opiniões sobre os resultados da reunião de alto nível da Rússia-EUA, realizada no Alasca em 15 de agosto”, afirmou o ministério em seu curto comunicado.

A Turquia tentou manter os canais diplomáticos abertos a ambos os lados durante a guerra, atuando como membro da OTAN, parceiro da Rússia e Ucrânia e um potencial mediador.

Lavrov também recebeu uma ligação com o ministro das Relações Exteriores húngaro Peter Szijjarto, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, na qual “as partes discutiram questões relacionadas à crise ucraniana no contexto dos resultados da cúpula da Rússia -EUA”.

A Hungria manteve laços estreitos com a Rússia ao longo da guerra, muitas vezes se opondo às sanções da UE e à cooperação energética contínua com Moscou, e provocando críticas dos aliados ocidentais de Kiev.

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban disse no sábado após a reunião de Putin-Trump que “o mundo é um lugar mais seguro do que ontem”, enquanto outros líderes europeus reiteraram em sua declaração conjunta de que “ele deverá à Ucrânia tomar decisões em seu território”. Reuters

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