PRAGA – O presidente tcheco, Petr Pavel, concedeu perdão na quarta -feira a quatro membros das forças especiais do país, que estavam enfrentando acusações por supostos crimes relacionados à morte de um soldado afegão detido.
Os quatro membros do 601º Grupo de Forças de Operações Especiais deveriam ser julgados por acusações de extorsão, insubordinação, violação das obrigações do dever de guarda e falha em fornecer ajuda.
A mídia tcheca relatou que as acusações relacionadas à morte de Wahidullah Khan, de 19 anos, depois de ter sido detido por um ataque a tropas na base de malha no oeste do Afeganistão em 2018.
Um soldado tcheco foi morto no ataque e outros dois ficaram feridos.
“Depois de avaliar cuidadosamente todas as circunstâncias deste caso, o presidente da República levou em consideração, em particular, a natureza excepcional da situação de guerra em que ocorreu o incidente sob investigação”, disse o escritório de Pavel.
Acrescentou que o fato de os soldados não serem acusados principalmente de crimes violentos também foram levados em consideração.
O New York Times relatou o incidente pela primeira vez em 2018. Ele informou que Khan foi espancado depois de ter sido preso por tropas americanas e tchecas, estava inconsciente quando voltou às forças afegãs no mesmo dia e morreu logo depois.
As tropas americanas e tchecas estavam sendo investigadas sobre o incidente, informou na época.
O Exército tcheco operava no Afeganistão de 2002 a 2021. Reuters
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