PARIS – O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, disse em 22 de setembro que não aumentaria os impostos da maioria dos contribuintes franceses, embora os mais ricos teriam que ajudar a fechar um buraco no orçamento.
O gabinete do presidente Emmanuel Macron revelou neste fim de semana um novo governo que visa encontrar um equilíbrio entre direitistas e centristas e que ele espera que quebre o impasse político que se seguiu às eleições antecipadas de verão.
Sua tarefa mais imediata e assustadora será elaborar um orçamento para 2025, num momento em que a França está lutando para conter um déficit orçamentário crescente.
“Não vou aumentar ainda mais os impostos de todos os franceses, nem dos mais modestos, nem das pessoas que trabalham, nem das classes médias. Mas não posso excluir os mais ricos do esforço nacional para retificar a situação”, disse Barnier à televisão France 2.
Barnier, que foi o principal negociador da União Europeia durante as negociações do Brexit no Reino Unido, também disse que estava aberto a mudanças na reforma previdenciária de Macron, mas que quaisquer mudanças não deveriam prejudicar as finanças do sistema previdenciário.
Ele disse, a título de exemplo, que queria levar mais em conta as dificuldades enfrentadas pelas mães trabalhadoras ao longo de suas longas carreiras e que estava aberto à contribuição de empregadores e sindicatos.
Barnier também prometeu medidas pragmáticas para limitar a imigração.
“Precisamos de uma resposta europeia. Precisamos agir em casa também”, disse Barnier. “Precisamos lidar com a questão da imigração de forma muito mais rigorosa.” REUTERS


















