BERLIM – A OTAN poderia ter feito mais para armar a Ucrânia e tentar impedir a invasão da Rússia em 2022, disse o chefe cessante da aliança militar ocidental em uma entrevista divulgada no sábado.
“Agora fornecemos material militar para uma guerra – então poderíamos ter fornecido material militar para evitar a guerra”, disse o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, ao jornal semanal alemão FAS.
Stoltenberg destacou a relutância da Organização do Tratado do Atlântico Norte em fornecer armas que Kiev havia solicitado antes da invasão em larga escala da Rússia, devido ao medo de que as tensões com a Rússia aumentassem.
Após o início da guerra, Kiev, que não é membro da OTAN, recebeu um sistema de armas após o outro de seus aliados, após hesitação inicial.
Stoltenberg, ex-primeiro-ministro da Noruega, deixará em outubro seu cargo na OTAN, que ocupa desde 2014. O ex-primeiro-ministro holandês Mark Rutte foi anunciado em junho como o próximo chefe da organização.
Na entrevista, Stoltenberg disse que o fim da guerra na Ucrânia só seria alcançado na mesa de negociações.
“Para acabar com esta guerra, terá que haver novamente diálogo com a Rússia em um certo estágio. Mas tem que ser baseado na força ucraniana”, disse ele.
Stoltenberg se recusou a confirmar que assumiria o lugar do diplomata alemão Christoph Heusgen como presidente da Conferência de Segurança de Munique após deixar a OTAN. Ele disse à FAS que tinha “muitas opções” e que residiria em Oslo. REUTERS


















