ANCARA – Os ataques ao Líbano nesta semana mostraram que o governo israelense planejava espalhar a guerra para a região, disse o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, no sábado, pedindo aos países ocidentais que tomem “medidas dissuasivas” contra as ações de Israel.
Erdogan disse em uma entrevista coletiva que a guerra de Israel em Gaza estará no topo da agenda de seu discurso na Assembleia Geral da ONU na terça-feira.
“Para que nossa região não seja arrastada para um grande desastre, a pressão sobre Israel deve aumentar ainda mais”, disse Erdogan em uma entrevista coletiva em Istambul.
Ele estava comentando sobre os ataques no Líbano nesta semana, incluindo a explosão de pagers e walkie-talkies de membros do Hezbollah que matou 39 pessoas.
Acredita-se que os ataques aos dispositivos de comunicação tenham sido realizados por Israel, que não confirmou nem negou seu envolvimento.
“É hora de todos os países com a missão de proteger a paz mundial apresentarem soluções que detenham Israel”, disse Erdogan. “Para acabar com essa opressão que já dura quase um ano, estabelecer um cessar-fogo permanente e garantir o fluxo irrestrito de ajuda humanitária, todos nós, o mundo inteiro e especialmente a ONU, temos deveres importantes”, disse ele.
A Turquia denunciou as ações de Israel em Gaza, que ocorreram em retaliação ao ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.
Israel diz que cerca de 1.200 pessoas foram mortas e mais de 250 pessoas foram feitas reféns no ataque. A subsequente ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza matou mais de 41.000 palestinos, de acordo com o ministério da saúde do enclave.
Ancara também interrompeu todo o comércio com Israel e apresentou um pedido para se juntar ao caso da África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça acusando Israel de genocídio. Israel repetidamente rejeitou as acusações de genocídio do caso como infundadas. REUTERS


















