A mulher esperou 1 ano pela cirurgia e tornou-se símbolo da missão humanitária dos médicos do RS A em 2023 em Luanda, capital de Angola, embarcando numa jornada de fé e esperança. A gaúcha Adriana Corsetti, cirurgiã bucomaxilofacial chamada Pevendia, garantiu a uma paciente que retornará para realizar sua operação. Um ano depois, a promessa foi cumprida e a história de Pevendia tornou-se um dos símbolos da missão humanitária liderada por profissionais de saúde no Rio Grande do Sul, na África. 📲 Acesse o canal g1 RS no WhatsApp A jornada de Adriana começou de forma inesperada. Em 2023, o cofundador da ONG Kids Salvation foi convidado a participar de uma missão com médicos em Minas Gerais 15 dias antes da partida. O convite veio depois que uma reportagem sobre seu trabalho com próteses faciais veiculada na RBS TV viralizou. “O médico mineiro Leandro disse: ‘Adriana, tem muitos queimados, porque não tem energia elétrica, cozinham no chão’”, conta. Ao chegar, o dentista constatou a realidade de extrema necessidade. Ele relatou que as crianças não tinham escovas de dente e sua saúde bucal era incerta. A experiência o inspirou a retornar nos anos seguintes com um grupo maior. Tornou-se um símbolo da missão humanitária liderada por profissionais de saúde no Rio Grande do Sul, na África. A história de Pevendia. A intensidade emocional da missão foi compartilhada. “Houve momentos em que um de nós começou a chorar, depois recompôs-se, voltou”, recorda Christian Teixeira, que participou como voluntário em 2023 foi encontrado no terreno, onde não tinha a certeza de que ia fazer uma cirurgia, e passou quase um ano à espera desta cirurgia, que mudou a sua vida. Em 2024, o maior tumor na boca chegou à equipe. Mesmo assim, ela não conseguiu sair do hospital. Quando estávamos saindo, ele foi atrás da equipe, chorando muito”, conta Ângelo. A equipe descobriu que ele havia sido abandonado pela família e planejou a cirurgia para 2025. Quando retornaram, o tumor havia quase triplicado. Se não fizermos, ninguém mais fará’”, lembra Adriana. A cirurgia foi um sucesso e transformou Luzia, que voltou ao hospital sorridente e com enfeites nos cabelos. O planejamento da próxima viagem da missão já começou, e o desafio é grande: arrecadar R$ 120 mil para cobrir os custos. o número de altas diminuiu. Além do atendimento, o principal objetivo é deixar um legado “Nosso objetivo não é só curar esses pacientes. É dar condições e treinamento para que essas pessoas possam operar os pacientes de lá”, explica Adriana. É um trabalho que, segundo os voluntários, ensina sobre compaixão e solidariedade. “Aprendemos mais com Angola do que ensinamos”, reflete um médico. Veja os vídeos que estão em alta no G1 Vídeos: Tudo sobre o RS

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