Uma mulher de 45 anos acusada de lavar as vendas de eletrônicos da máfia chinesa ligada ao PCC foi presa nesta quinta-feira (12) em Assis (SP) durante a Operação Dark Trader, que investiga um esquema multibilionário de lavagem de dinheiro envolvendo uma organização criminosa chinesa e o Primeiro Comando do Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil, o esquema vai movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão em sete meses por meio da distribuição e venda de produtos eletrônicos em São Paulo. 📲 Junte-se aos canais g1 de Bauru e Marília no WhatsApp A prisão ocorreu durante uma operação coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) com apoio do Ministério Público (MP) e da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento. Em Assis, além da prisão do suspeito identificado como operador do esquema, foi apreendido um celular que ajudará no prosseguimento da investigação. Operação Dark Trader em SP Uma operação conjunta da Polícia Civil, do Ministério Público (MP) e da Secretaria de Estado da Fazenda e do Planejamento de São Paulo ocorreu nos estados de São Paulo e Santa Catarina contra empresas chinesas ligadas ao PCC por supostamente lavarem a venda da Operação Reprodução Eletrônica/TV Globo. Um tribunal de São Paulo autorizou a execução de três mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão. Um integrante do grupo criminoso PCC e uma mulher, que trabalha no grupo Nup Brasil, foram presos. Um chinês, proprietário da empresa, está na China e não foi detido. Seus nomes não foram divulgados. Quatro carros de luxo também foram apreendidos. De acordo com a investigação, Knup utilizou membros de gangues criminosas como parceiros de fachada e beneficiários de bens de alto valor para proteger seus bens. “Uma facção criminosa foi presa no contexto de utilização dessa estrutura criminosa chinesa, digamos assim, para lavagem de dinheiro. Então logo é possível concluirmos que o PCC também está utilizando esse esquema de lavagem como estrutura criminosa que identificamos hoje”, disse Ronaldo Sayegh, representante da diretoria do DAEC, em entrevista à TV Globo. “Vamos tentar ampliar a rede e olhar mais longe para ver se se trata de prender uma pessoa ou se é uma estrutura que auxilia outra estrutura criminosa”, disse Sayegh. Segundo a força-tarefa, funcionários e proprietários do Noop participaram do envio de grandes quantias para empresas fictícias, da emissão de notas fiscais frias e da coordenação da redistribuição de recursos. Contadores associados ao grupo trabalharam para formalizar documentos e fragmentar padrões. Apreensões de carros de luxo Ao todo, 18 pessoas e 14 empresas foram investigadas por carros de luxo apreendidos em operação envolvendo uma empresa chinesa e a Polícia Civil do PCC Divulgação/SP. Durante a execução do mandado, a polícia apreendeu computadores, equipamentos eletrônicos e quatro carros de luxo. A Justiça também bloqueou 36 contas bancárias atribuídas à entidade com valor equivalente a R$ 1 bilhão. Promotores do Grupo Especial de Acusação de Bens do MP de São Paulo (GAEPP) conseguiram apreender judicialmente esse valor do grupo criminoso. Também foram apreendidos imóveis de luxo no valor de R$ 25 milhões, carros de alto valor, dezenas de contas bancárias em nome de Kamalebur e diversas aplicações financeiras. Segundo as autoridades, as organizações criminosas utilizam engenharia financeira complexa para desviar e dispersar bens, dificultando o rastreio. Resumidamente, o esquema funcionava da seguinte forma: as vendas eram realizadas por uma empresa-mãe do grupo; Os pagamentos foram redirecionados para empresas de fachada; A fatura fria foi emitida por terceiro; As contas funcionam como “contas balde”, destinadas a concentrar valor; Posteriormente, os ativos foram dispersos para contas de terceiros e “laranja”. Veja mais novidades da região no texto do plugin primário g1 Vídeo de Bauru e Marília: Veja reportagens da região

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