Fachadas coloridas ajudam a contar a história de Belém No aniversário de 410 anos de Belém, comemorado nesta quarta-feira (12), os prédios antigos que pontilham o centro da cidade ajudam a expressar os desafios de preservar esses espaços sem interromper a memória urbana e o cotidiano da capital paraense. Na fachada, o reaproveitamento de azulejos quebrados — técnica conhecida como queda de raios — chama a atenção e marca a paisagem de bairros históricos, como a Cidade Velha. A solução surgiu como uma alternativa prática ao revestimento de paredes e se tornou uma das marcas da arquitetura popular local. Uma característica da área foi recentemente restaurada, mantendo os elementos originais do edifício. O edifício teve vários usos ao longo do tempo e atualmente conta com um projeto que concilia conservação e ocupação. “Durante a restauração, a vida da casa começou a aparecer e percebemos que o espaço tinha que continuar a ser aproveitado”, disse o chef Thiago Castanho, envolvido no empreendimento. Especialistas defendem que manter os edifícios funcionais é uma das formas de garantir a preservação do património. Para eles, o abandono acelera a degradação e afasta as populações destes locais. Nos últimos anos, as medidas de recuperação de bens históricos também ampliaram o debate sobre a mobilidade, a utilização dos espaços públicos e a adaptação às alterações climáticas. Projetos acadêmicos e culturais passaram a ocupar partes desses edifícios, transformando-os em espaços de pesquisa, formação e convivência. Para os pesquisadores, conservação não significa congelar a cidade. “A tradição só vive quando é utilizada e integrada ao cotidiano”, afirma o pesquisador Orlando Maneski. Entre fachadas, edifícios restaurados e novos usos, Belém é uma das chaves para compreender o passado e discutir o futuro da cidade com a sua arquitetura de 410 anos. Clique e acompanhe o canal g1 Pará no WhatsApp vídeos com as principais notícias do Pará

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