
Imagem ilustrativa de App Driver Archive Matheus Tagé/A Tribuna Santos Um motorista foi bloqueado por um aplicativo de transporte após recusar mais de cinco mil viagens em um mês. O homem entrou com uma ação pedindo recadastramento na plataforma e indenização por danos morais. O tribunal de Monágua, no litoral de São Paulo, rejeitou os pedidos. A decisão ainda pode ser objeto de recurso. Em nota, a Uber afirmou que cancelamentos excessivos de solicitações de viagens já aceitas representam mau uso de recursos (veja posicionamento completo abaixo). O g1 também entrou em contato com a Defesa do Motorista, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Conforme consta em documentos de condenação recebidos nesta quinta-feira (5), o motorista disse que se cadastrou na plataforma em julho de 2016, permanecendo ativo até ser bloqueado pela empresa em dezembro de 2022. A empresa informou durante o processo que, no último mês antes da desativação, o homem cancelou 769 das 975 viagens realizadas, (apenas 3.418%). Além disso, ele recusou 4.421 dos 5.442 passageiros propostos. Assista aos vídeos que estão em alta no g1 Justiça O motorista entrou com uma ação pedindo que a empresa o reintegre no aplicativo e pague R$ 28.240 por danos morais. Ele também solicitou o valor que ganharia durante o período de inatividade. Quantidade exata não especificada. A juíza Ligia Dal Coletto Bueno, da 1ª Vara de Mongagué, julgou improcedente a ação, destacando que o motorista admitiu a prática ao admitir cancelar as viagens por questões de segurança. Segundo ele, a justificativa do homem não invalida a quebra de contrato. “Aceitar uma viagem e depois cancelá-la repetidamente constitui um abuso da plataforma, que prejudica não só os utilizadores que aguardam o transporte, mas também outros motoristas que possam responder ao mesmo pedido”, explicou o juiz. Ainda segundo Ligia, o comportamento do motorista violou o Código Comunitário da Uber e os Termos Gerais de Serviço de Tecnologia. Ele destacou que a conta do homem foi desativada após a empresa enviar avisos sobre cancelamentos excessivos por e-mail, mensagens no aplicativo e notificações. Imagem ilustrativa da motorista de aplicativo Vanessa Rodriguez/Journal A Tribune Veja a posição da Uber na íntegra abaixo: “Taxa de cancelamento Os motoristas parceiros, assim como profissionais independentes e usuários, podem cancelar qualquer viagem se julgarem necessário. O cancelamento excessivo de solicitações de viagem que já foram aceitas, no entanto, representa um uso indevido de recursos e constitui uso indevido da plataforma. Isso atrapalha sua funcionalidade e prejudica intencionalmente a experiência de outros usuários e a Uber possui equipe e tecnologia próprias que analisam continuamente os cancelamentos para identificar suspeitas de violação e, se comprovadas, motoristas parceiros, assim como profissionais independentes e usuários, podem cancelar viagens quando geram feedback por questões de segurança Brasil, permitindo que quem dirige com a plataforma cancele viagens se trabalhar antes, durante e depois da viagem e investindo em novas tecnologias para tornar as viagens mais seguras. Preocupações excessivas, que constituem um abuso do Código da Comunidade Uber e não têm nada a ver com a liberdade do motorista parceiro de cancelar uma viagem, incluem qual solicitação de viagem aceitar e qual nome de usuário e qual deixar. verifica as informações da solicitação (valor, horário, distância, destino, etc.) e decide aceitar a viagem.” Vídeo: Santos no g1 1 min


















