O primeiro lançamento de um foguete comercial no Brasil previsto para esta quarta-feira (17) foi adiado. A informação foi divulgada pela empresa Innospace, empresa sul-coreana responsável pela fabricação do projétil, e confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB). O novo lançamento está previsto para esta sexta-feira (19), na base de Alcântara (MA). 📲 Clique aqui e assine o canal g1 Maranhão no WhatsApp Em nota, a Innospace informou que o “prazo de garantia para substituição de componentes” foi suspenso após detecção de anomalia no dispositivo de refrigeração do sistema de fornecimento de oxidante de primeiro estágio durante o processo de inspeção final do lançamento. Ainda segundo a Innospace, “a medição envolveu apenas a substituição de alguns componentes do sistema de refrigeração e nenhum defeito estrutural do foguete”. “Embora a nova operação de lançamento normalmente leve três dias, pois as peças podem ser substituídas por foguetes já posicionados na plataforma, o lançamento poderá ser dois dias depois”, diz a nota. A FAB informou que “está operacionalizando plenamente sua infraestrutura, sistemas e equipes técnicas, garantindo todo o suporte necessário para a execução do lançamento, em coordenação com os demais órgãos envolvidos”. O g1 solicitou posicionamento sobre a suspensão à Agência Espacial Brasileira (AEB), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Hanbit-Nano Qual foguete fará o primeiro vôo comercial do Brasil? O HANBIT-Nano é capaz de atingir a atmosfera e chegar ao espaço por até três minutos, com altura de 21,9 metros, peso de 20 toneladas e diâmetro de 1,4 metros (veja mais detalhes abaixo). Pode atingir a velocidade de 30 mil km/h na órbita da Terra. Em números simplificados, equivale à altura de um prédio de sete andares, pode voar 30 vezes mais rápido que um avião comercial e pesa até quatro elefantes africanos. Batizada de SpaceWord, a missão envolveu um trabalho coordenado da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Agência Espacial Brasileira (AB). O objetivo é lançar ao espaço cinco satélites e três instrumentos que apoiarão pesquisas em mais de cinco áreas, desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. O foguete que fará seu 1º voo comercial no Brasil levará satélites para estudos ambientais, de comunicação e de análise solar 🌌🔭 O lançamento do foguete HANBIT-Nano acontecerá em duas etapas e será visível a olho nu desde os céus de Alcântara (MA) e partes de Saoma. Art: Como é o foguete HANBIT-Nano Se o Art/g1 for bem-sucedido, o lançamento poderá representar a incursão do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais. A compensação financeira que a Innospace pagou ao governo brasileiro pela missão não foi divulgada. Ao g1, a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a Innospace assinou um contrato de prestação de serviços com o governo brasileiro pela remuneração mínima do estado. Este método não proporciona ‘lucro’. Entenda: como será e por que o primeiro voo comercial de foguete no Brasil poderá colocar o país no caminho do mercado espacial Foguete sul-coreano Hanbit-Nano Plataforma de lançamento de Alcântara (MA) Construído em 1980 em local ‘privilegiado’ da Força Aérea Brasileira, o Maranhão, localizado no centro de Alcântara, possui atrativos geográficos que tornam a área muito atrativa e atrativa para o lançamento de veículos espaciais. 📌 Um dos motivos é a localização próxima ao equador – isso significa que os foguetes utilizam menos combustível e, portanto, menores custos operacionais. Além disso, a área fica próxima a uma ampla área de litoral, propensa a baixa densidade de tráfego aéreo e amplas órbitas para lançamentos. 💨 Quanto menor a latitude – zero no equador – melhor será a posição para lançar um foguete. A velocidade de rotação da superfície necessária para colocar o foguete em órbita é maior perto do meridiano que divide os hemisférios norte e sul. Isso resulta em menor consumo de combustível da aeronave e menor tempo de viagem orbital. Arte: Por que Alcântara? Art/g1 Apesar dessas qualidades, a base é subutilizada há décadas. Os motivos incluem um acidente catastrófico no local há mais de 20 anos e questões fundiárias. A tragédia atrapalhou a consolidação do Brasil no mercado espacial, com a atividade em Alcântara em declínio desde 2003. O acidente ocorreu três dias após o lançamento do foguete VLS-1, protótipo que colocará em órbita dois satélites nacionais de observação da Terra. A estrutura estava montada e o aparelho passava por ajustes finais, quando um motor teve ignição prematura e o protótipo foi acionado prematuramente. A torre explodiu e matou 21 civis que trabalhavam lá. A questão fundiária levou Alcântara ao Tribunal Internacional de Justiça. As disputas por terras com a comunidade quilombola, que vivia na área antes da criação da base, transformaram-se em processos judiciais que duraram décadas. O maior desastre espacial do Brasil em 20 anos; Veja o que mudou O Brasil pediu desculpas e admitiu que violou os direitos dos quilombolas ao implantar o Centro de Lançamento de Alcântara A nova fase do foguete Hanbit-Nano será lançada neste sábado (22) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) da Operação Inoespacial Maranhense SpaceWord, que lançará um novo foguete Mark-Nano-Mark-Nano. do programa espacial brasileiro. O foguete poderia inserir o Brasil no mercado espacial global, contribuir para o avanço da tecnologia espacial e atrair novos investimentos estrangeiros, beneficiando o programa espacial do Brasil. Um Acordo Técnico de Segurança (AST) assinado pelos governos brasileiro e norte-americano em 2019 possibilitou a abertura da base ao mercado comercial de lançamento de foguetes em Alcântara. Pelo acordo, tecnologias e dispositivos norte-americanos desenvolvidos por empresas privadas por ela autorizadas poderão ser lançados a partir de Alcântara, e a empresa brasileira receberá. Isso porque são os Estados Unidos que produzem a maior parte dos componentes encontrados nos foguetes lançados ao redor do mundo. Porém, os americanos não permitem que esses dispositivos sejam lançados em países que não possuem acordos espaciais. Com a assinatura em 2019, o processo foi simplificado. Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), explicou: “Antes não era proibido, mas era necessária uma autorização especial para cada lançamento que se fazia. Agora é muito mais fácil”. O foguete Innospace já está estacionado na plataforma do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) Divulgação/Innospace

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