SÓFIA – O governo búlgaro irá reenviar o seu orçamento para 2026, inicialmente elaborado em euros, ao parlamento para aprovação antes de introduzir a moeda em 1 de janeiro, anunciou o primeiro-ministro na noite de quinta-feira, após protestos na capital, Sófia.
Depois de uma comissão parlamentar ter adoptado o orçamento na sua primeira leitura em 18 de Novembro, o primeiro-ministro Rosen Zhelyaskov disse que o objectivo era dar mais tempo para consultas com os partidos da oposição, sindicatos e empregadores.
Os partidos da oposição e outras organizações mobilizaram um grande número de manifestantes nas ruas do centro de Sófia na quarta-feira à noite, protestando contra a corrupção estatal e os planos do governo de aumentar as contribuições para a segurança social e os impostos sobre dividendos para financiar o aumento dos gastos.
Zhelyazkov, que lidera o governo minoritário, disse após conversações com representantes de grupos parlamentares que o seu gabinete procuraria “restabelecer” o diálogo com trabalhadores e empregadores antes de reenviar o orçamento ao parlamento.
Ele não especificou a data.
Cerca de metade dos búlgaros opõe-se à introdução do euro, temendo que este infrinja a sua soberania e que os retalhistas explorem a mudança para aumentar os preços.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou este mês que a inflação poderá disparar se os países dos Balcãs aderirem à zona euro. Reuters


















