Kar-T: A terapia contra o câncer poderá ter pedido de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2026 para pesquisas com células Kar-T, tratamento inovador que modifica as células do nosso sistema imunológico, para combater tipos de leucemia e linfoma (a Anvisa foi aprovada no segundo semestre de 2020). Diego Clo, médico do Hemocentro de Ribeiro Preto (SP), um dos principais centros de pesquisa. Atualmente, a pesquisa está focada no recrutamento de um maior número de voluntários para verificar a eficácia do tratamento. A segurança, por outro lado, foi confirmada pelo menos um ano após o término da primeira fase do estudo, com quatro pacientes recebendo a terapia. Os dados da fase inicial foram enviados à Anvisa, que autorizou o início da fase seguinte. Faça parte do canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Com isso, cinco hospitais começaram a recrutar pelo menos 77 voluntários: Hospital das Clínicas, Beneficência Portuguesa e Sírio Libanês, em São Paulo (SP), Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e Hospital de Clínicas (SP). Segundo Clé, são esperadas mais contratações nos próximos meses. “Há uma exigência da Anvisa de que eles primeiro tratem um paciente, esperem um pouco para ver se tudo vai bem e depois permitam a inclusão de vários pacientes ao mesmo tempo. Então, todos já trataram um paciente e agora estão recrutando outros. O Hospital das Clínicas de Ribeiro Prato foi aquele que aplicou a terapia ao maior número de pacientes até agora, destacou o investigador. “HC de Ribeirão Preto, por ser o centro que já está habilitado para atender mais casos, já tratamos mais pacientes. E, no total, completamos menos de um quarto do tratamento planejado”. 🔎 A terapia baseada em CAR-T também pode ser usada em outros tipos de doenças, mas no caso deste estudo, é aplicada contra a leucemia linfoblástica aguda de células B e o linfoma não Hodgkin de células B (veja abaixo). Terapia Car-T é esperança para pacientes com câncer TV Globo/Resultados reprodutivos Leia mais: Paciente com economia de células Car-T luta contra o câncer há 18 anos: estudos clínicos no Brasil visam reduzir em até 80% o custo do Car-T O pedido de registro da terapia na Anvisa deve ser formalizado. Inicialmente, essa fase estava prevista para 2025, mas o prazo foi prorrogado. 🔎 O cadastro é uma etapa necessária para que o tratamento seja incluído no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Clé, o atraso deve-se a um início mais lento do que o esperado do recrutamento de voluntários. “Nosso estudo teve alguns problemas, inicialmente o recrutamento lento, que é uma exigência regulatória. Achávamos que seria rápido, mas pela gravidade do perfil dos pacientes demorou um pouco mais. Então, de acordo com o primeiro cronograma, atrasamos a inclusão, mas, na verdade, estamos em um ritmo que achamos adequado.” Para os esforços de registo em 2026, no entanto, os médicos destacaram a necessidade de os centros recrutarem pacientes desaparecidos e, assim, concluírem os ensaios. “Não poderemos fazer o registro no final deste ano, mas a previsão é para 2026. O próximo (passo) é solicitar a aprovação da Anvisa. Esperamos terminar 25% do estudo até o final do ano. ano, junto à Anvisa. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Brasília Journal Nacional / Resultados Reprodutivos e Funcionais? Os pesquisadores enfatizaram que ainda é cedo para tirar conclusões sobre os resultados relativos à eficácia das células CAR-T de acordo com a sequência do teste. Mesmo assim, ele observou que a taxa média de cura de 50%, observada nos primeiros pacientes, continua. “Não podemos olhar os resultados de todos agora, porque temos um comitê de segurança que avalia os resultados de tempos em tempos. Como não chegou a 25%, 50%, existem alguns marcos para avaliá-los. O que sabemos é que é seguro, não houve eventos graves nesses pacientes. E essa, aparentemente, é a taxa que vimos. A eficácia que tivemos nos primeiros pacientes em outros casos, a eficácia que tivemos ao longo do tempo é de cerca de 50%.” Ribeirão Preto, SP Fábio Júnior/EPTV O tratamento com células CAR-T no centro de produção de células imunológicas “treinadas” remove células brancas do sangue, que são as células imunológicas do paciente, através de uma veia. Conhecidos como linfócitos, eles são geneticamente reprogramados em laboratório para reconhecer e combater células cancerígenas, neste caso a leucemia linfoblástica aguda de células B e o linfoma não-Hodgkin de células B. As células são manipuladas e expandidas em laboratório e devolvidas à corrente sanguínea do paciente. Car-T Cell Hemocentro de Ribeirão Preto (USP) infográfico/arte g1 Veja mais novidades da região

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