
Presos suspeitos que planejavam infectar menores com HIV em Manaus, diz a polícia Dois réus da Operação Carimbadores foram condenados à prisão por explorar sexualmente crianças e adolescentes em Manaus. As penas foram proferidas nesta terça-feira (3) e somadas ultrapassam 20 anos em regime fechado. A decisão ainda é passível de recurso. Os homens, de 21 e 31 anos, foram detidos entre maio e junho de 2024, as investigações revelaram que o casal partilhava informações sobre sexo desprotegido com o objetivo de transmitir o vírus VIH aos jovens. Eles se autodenominam “carimbadores”. O juiz Rosberg de Souza Croza assinou a sentença. Um dos arguidos foi condenado a 12 anos, três meses e dez dias de prisão. Outro foi condenado a nove anos, cinco meses e dez dias de prisão. 📲 Entre no canal g1 AM no WhatsApp Durante a investigação do caso, os celulares dos acusados são analisados. Relatórios do Instituto de Criminalística confirmaram a presença de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes nos aparelhos. Os dois homens foram condenados por distribuição e posse de material pornográfico infantil nos termos da Lei da Criança e do Adolescente (ECA). Foram também considerados culpados de associação criminosa nos termos do artigo 288.º do Código Penal. Prisão de suspeitos Duas pessoas já foram presas sob suspeita de cometer o crime em maio. Os dois foram libertados no fim de semana depois que a Polícia Civil do Amazonas esqueceu o prazo para sua prisão. Foi apresentado novo pedido de prisão preventiva e os investigadores foram presos novamente. Na época, a investigação começou em 2022 após denúncia anônima de um serviço de suporte técnico de telefonia celular, segundo a então chefe da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Joyce Coelho. O queixoso informou a equipa que houve uma conversa ao telemóvel entre dois homens que admitiram ter violado e abusado. “Naquela época não conseguimos concluir a investigação, porque o celular não pôde ser apreendido. Havia algumas impressões digitais que deveriam ser de assistência técnica”, lembrou o representante na época. Joyce Coelho disse ainda que a investigação foi retomada em dezembro de 2023, após a Polícia Federal receber a mesma denúncia. Depois disso, a polícia conseguiu identificar as duas pessoas enquanto intensificava a investigação. A polícia identificou também que os suspeitos, na troca de mensagens, compartilhavam material pornográfico além de informações sobre abuso sexual contra crianças com o objetivo de infectar o vírus HIV ou AIDS (PVHA). “Tudo indica que essas conversas, esses grupos, na verdade são feitas por meio do celular. Então, essa operação teve bastante sucesso, inclusive com a condição de confirmação da autoria da verdade. Tribunal de Justiça do Amazonas. Arquivos/TJAM


















