Com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que reduziria as penas de dois crimes graves para os condenados na tentativa de golpe encerrada em 12 de janeiro, o assunto agora retorna ao Congresso, que avaliará se a decisão do chefe do Executivo deve ser mantida. A proposta rejeitada de Lula poderá beneficiar os envolvidos diretamente na destruição da sede dos três poderes, que completa três anos no próximo dia 8. Também poderia permitir penas mais leves para os condenados por participarem de organizações criminosas que planejaram um golpe em 2022 – entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para anular o veto, uma sessão conjunta requer o voto de 257 deputados e 41 senadores. Se isso acontecer, a oferta será efetiva. Paralelamente, o texto já é alvo de uma ação de parlamentares do Supremo para bloquear o seu andamento. Além disso, caso se torne lei, sua validade poderá ser questionada judicialmente. g1 explica o que pode acontecer agora. O que o projeto diz? No final do ano passado, a Câmara e o Senado aprovaram projetos de lei que teriam reduzido as penas aplicáveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus “no centro” da trama golpista, bem como aos envolvidos nas atividades de 8 de janeiro. O que Lula decidiu agora? O presidente Lula vetou o texto na íntegra. Ou seja, a proposta não vai virar lei, não foi implementada. O que o Congresso pode fazer agora? Com veto, o assunto é novamente apreciado pelo Poder Legislativo. Deputados e senadores decidirão se mantêm ou anulam o veto. Precisam do apoio de 257 deputados e 41 senadores para derrubar. Se o veto for derrubado, a proposta vira lei após a promulgação, o que pode ser feito pelo Presidente da República ou pelo Presidente do Senado, caso o Chefe do Executivo não o faça. O que acontece se o projeto virar lei? Se a proposta for eficaz – por exemplo, em caso de derrubada de um veto – poderá ser alvo de questionamentos de partidos políticos, associações comerciais, procuradoria-geral da República e do próprio governo. Certos agentes estão autorizados pela Constituição a abrir processos no Supremo Tribunal questionando a validade dessas leis. Se o assunto for parar no Supremo, dependerá da decisão dos ministros se a norma é constitucional. Caso contrário, a lei é nula. Já tem alguma dúvida sobre a proposta ao Supremo? sim Petição protocolada por dirigentes do PT, PSB, PCDOB e PSOL na Câmara questionou o andamento do projeto. Consideraram que houve uma irregularidade nos trâmites do Senado: a utilização de uma suposta emenda editorial para alterar a seção que trata do andamento da governança. Na prática, perceberam que a mudança no texto era meritória e, por isso, deveria ser devolvida à Câmara. Comissões do Senado e Constituição e redução do prazo de avaliação no Judiciário. Caso considere que o andamento foi irregular, o STF pode suspender o andamento do projeto.


















