A regulamentação foi aprovada pelo Congresso esta semana e agora deve ser aprovada por Lula. Reginaldo Lopes disse estar em contato com a equipe econômica. Entenda o que muda com o relator da reforma tributária da proposta de regulamentação da reforma tributária, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (19) que o texto aprovado pelo Congresso Nacional garante alíquota padrão abaixo de 26,5%. aproveitar Além disso, López defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovasse o texto na íntegra, sem veto. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tratava da reforma tributária foi aprovada e promulgada pelo Congresso em 2023. Ao longo de 2024, os parlamentares concentraram-se na reforma da regulamentação. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em primeira votação, e no dia 12 o Senado também aprovou a redação com alterações, os deputados tiveram que votar novamente o projeto. A votação ocorreu na última terça-feira (17) e o projeto agora segue para aprovação do presidente Lula. “Do ponto de vista do mérito, discutimos com o Tesouro, trabalhamos o dia todo no domingo. Eu tinha uma opinião sobre cada mudança. força”, disse Reginald. “De modo geral, tenho certeza que o conteúdo, quase 100%, será preservado na aprovação”, completou. Reforma tributária: entenda como é o imposto O relator acredita que, se houver veto ou pedido de reajuste do governo neste momento, será apenas do ponto de vista técnico – para abranger qualquer legislação anterior que possa entrar em conflito, por por exemplo, Lopes disse acreditar que Lula assinaria a ratificação entre 23 e 26 de janeiro. Segundo o deputado, ele mantém contato frequente com a equipe econômica do governo para tirar dúvidas sobre o texto. Vale destacar, ainda, que no último domingo (15) houve reunião na Câmara entre deputados e técnicos do Ministério da Fazenda, incluindo o secretário especial da Reforma Tributária, Bernard Appy, que analisou o texto. A primeira regra para aprovar a reforma tributária é a alíquota de Lula abaixo de 26,5%. Quando o texto tramitar no Senado, o chamado GT da Reforma Tributária – composto por deputados – calcula que as mudanças feitas pelos senadores poderão elevar essa alíquota padrão para cerca de 28%. Por isso, passaram a defender que a Câmara retire parte do benefício do plenário, reduzindo assim o percentual. Segundo Reginaldo Lopes, o texto aprovado na Câmara e enviado a Lula para aprovação garante alíquota abaixo de 26,5%. “As taxas são importantes, mas também temos que debater a eficácia social dos impostos. O que estamos a garantir à sociedade é que não teremos uma taxa superior a 26,5%. Estou mais optimista, porque o nosso modelo está agora dinâmico e vivo. A cada cinco anos, o governo terá o Congresso para analisar em conjunto, os impactos sociais e econômicos, se ultrapassar 26,5%, deve ser cortado”, disse Reginaldo. “A sociedade pode ter certeza: hoje, a carga tributária média é de 35%, que em alguns setores chega a mais de 50%. (…) Agora, são os 26,5% mais elevados”, acrescentou o parlamentar. Reginaldo Lopes disse ainda que melhorias tecnológicas como cashbacks para famílias de baixa renda e “pagamentos parcelados” – que enviam os impostos diretamente em vez de passarem pela conta do vendedor – podem ajudar a reduzir ainda mais a carga tributária. Até três pontos percentuais no longo prazo, segundo cálculos do Repórter. “Estou muito otimista de que, depois de cinco anos, o Brasil terá uma carga tributária sobre o consumo que não ultrapassará 25% como alíquota referencial, a alíquota normal”, concluiu.


















