
Estudante de Alfenas com 60% de queimaduras agora se recupera em casa Depois de quase dois meses internada, a estudante e enfermeira Maria Luisa Spinelli Silva, que teve 60% de queimaduras em Alfenas (MG) enquanto trabalhava em uma festa, recebeu alta do hospital e agora se recupera em casa. Ele saiu da Santa Casa de Poços de Caldas no dia 6 de fevereiro. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Ficar em casa é um alívio para Maria. Ele ficou internado por cerca de 50 dias após um grave acidente ocorrido no dia 20 de dezembro de 2025. “É um alívio saber que estou vivo, posso rever minha família, meus amigos depois de tudo que aconteceu, não é? O jovem que sofreu queimaduras de 60% em uma festa foi liberado há cerca de 2 meses MG EPTV Reprodução Maria trabalhava como freelancer em uma festa, junto com outras duas jovens, quando aconteceu o acidente. Segundo ela, o dono do bufê pediu que ela acendesse um rechaud, embora Maria tenha dito que não sabia como fazer o procedimento. “Ele me pediu para acender. E eu estava ali naquele momento e como tinha álcool líquido, o álcool explodiu em mim. Por um segundo pensei que era só a minha mão, mas depois vi que todo o meu corpo estava pegando fogo”, disse. Desesperada, Maria pula numa piscina para tentar apagar o fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e orientado a permanecer sob água corrente até a chegada da equipe. “Senti muita dor e perguntei a todos os médicos se ia morrer. Só conseguia pensar na minha mãe. Eu disse: ‘Pelo amor de Deus, não posso morrer'”, relatou. Recuperação em casa Maria foi socorrida em estado grave e levada para a UTI do Hospital Alzira Velano, em Alphenas, onde foi submetida a intubação e cirurgia. Três dias depois, ele foi transferido para a Santa Casa de Poços de Caldas, unidade de referência para tratamento de queimaduras no Sul de Minas. Agora em casa, a rotina de Maria é marcada por medicamentos, curativos e cuidados constantes. No dia 16 de fevereiro retornou à Santa Casa de Poços de Caldas para consulta de acompanhamento médico. “Ainda tenho dificuldade para sentar porque sinto muitas dores na parte posterior da coxa. Tenho que usar uma bóia para almoçar. Para dormir tenho que ajustar as pernas com um travesseiro. Ainda não consigo tomar banho, me limpo com compressas”, explica. A mãe de Maria, professora Bernadette Ferreira Leit Silva, esteve em Poços de Caldas durante toda a internação da enfermeira de 23 anos que sofreu queimaduras em mais da metade do corpo após uma explosão durante uma festa no Corpo de Bombeiros de Alfenas/Rede Social Solidária. Segundo ele, isso só foi possível por causa de uma rede de solidariedade que ajudou nas despesas e despesas de hospedagem. “Estávamos lá com uma rede solidária que arrecadava dinheiro para hotel e despesas. Pelo SUS o hospital custeava o tratamento, mas o resto foi possível graças a essa ajuda”, disse. Bernadette acrescentou que já conversou com um advogado e não descarta tomar medidas legais. “Se acharmos necessário, tomaremos providências. Acho que a pessoa deveria pelo menos responder legalmente”, disse. Apesar da dificuldade do novo plano, Maria conta que a experiência mudou a forma como ela encarava a vida e fortaleceu sua escolha profissional. “Agora vou voltar a estudar, vou me especializar. Isso foi uma virada. Hoje sei exatamente qual é o meu propósito de vida: ser enfermeira e cuidar de pessoas na mesma situação que passei”, disse ela. A equipe de reportagem tentou contato com o bufê onde Maria Luisa trabalhava no dia do acidente, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas


















