
Operação relógios de luxo e R$ 150 mil Gaeco apreendidos contra quadrilha de agiotas Outras cinco pessoas que integraram a quadrilha de agiotas que transferiu mais de R$ 60 milhões na região de Franca (SP) nos últimos anos foram condenadas nesta terça-feira (25) por organização criminosa, graves ameaças, corrupção ativa e cobrança de juros humilhantes por meio de lavagem de dinheiro. Reynder Luiz Nascimento, Celio Luis Martínez, Jonathan Nogueira dos Santos Reyes e os irmãos Everaldo Bastos Guimarães e Eraldo Bastos Guimarães foram condenados a 17 anos, 3 meses e 18 dias de prisão durante o período inicial de suspensão e 7 dias de prisão por crimes praticados em 6 meses. A quadrilha de interesse atuou entre 2020 e 2024 e, segundo o Ministério Público, atuou de forma estruturada e com clara divisão de funções. g1 tenta identificar a defesa do acusado. ✅Clique aqui para acompanhar o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A investigação do Ministério Público instaurada por meio da Operação Castelo de Arera mostrou que as provas coletadas (interceptações telefônicas, análise de transações bancárias e documentos apreendidos) demonstraram estabilidade, hierarquia e coordenação entre os envolvidos. Na decisão, o juiz Orlando Brosi Jr. também determinou a prisão imediata de Célio e Iraldo, que respondiam ao caso em liberdade e em prisão domiciliar. Leia também Novo integrante da gangue de agiotas que movimentou R$ 67 milhões é preso ex-policial acusado de fazer parte de gangue de agiotas Como uma cidade do interior de SP virou alvo de esquemas de agiotagem, operações e até morte Em dezembro do ano passado, sete pessoas, incluindo um ex-policial, já foram condenadas a 20 anos de prisão por fazerem parte da mesma gangue G. São eles: Evanderson Lopes Guimarães, Douglas de Oliveira Guimarães, Ezequias Bastos Guimarães, Rony Hernandez Alves dos Santos, Bruno Bastos Guimarães, Leomabio Paixão da Silva e o ex-policial civil Rogio Camilo Requel. A gangue costumava ameaçar de morte os inadimplentes e seus entes próximos. Cópias das conversas, obtidas pelo Ministério Público com autorização da Justiça, foram anexadas à denúncia e, segundo os promotores, comprovam a violência utilizada pela organização criminosa para recuperar dinheiro. Veja o momento em que alguns membros de gangues foram presos em novembro do ano passado: Suspeitos de agiotagem Gaeco e PM são presos em Franca, SP Gangue transferiu milhões por meio de agiotagem. A primeira fase da Operação Castello de Arrea ocorreu entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, quando sete pessoas foram inicialmente presas por US$ 3 milhões. Em dezembro, todos eles, inclusive um ex-policial civil, foram condenados a 20 anos de prisão. Rogério Camillo Requel, em três meses, recebeu cerca de R$ 340 mil do esquema, segundo denúncia do MP. As investigações revelaram que a quadrilha emprestava dinheiro a taxas de juros exorbitantes e depois acusava as vítimas de graves ameaças. Os líderes do esquema eram pai, filho e sobrinho. Rony era um dos integrantes da quadrilha que ameaçava matar inadimplentes e pessoas próximas a eles. Segundo o MP, a conversa comprova a violência praticada por uma quadrilha de agiotas em Franca, SP. Segundo o Grupo de Atuação Especial (GAICO) de combate ao crime organizado, mesmo com prisões anteriores, outros integrantes mantiveram a quadrilha ativa e disseram em conversas entre eles que ‘nada vai assustá-los e, na verdade, nunca serão punidos’. Com isso, a segunda fase da operação teve início em junho deste ano. Desta vez, as investigações revelaram uma nova movimentação, cerca de R$ 31 milhões. Veja mais notícias da região no vídeo do G1 Ribeirão Preto e Franca: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região


















