MOSCOVO – Os petroleiros russos listam cada vez mais Singapura como destino oficial, sinalizando uma mudança no fluxo de exportações da Índia para a China.

Crescentes preocupações sobre as sanções ocidentais

disseram os comerciantes, mostram os dados de remessa do LSEG.

Um navio-tanque transportando cerca de 1,4 milhão de toneladas de petróleo russo partiu para Cingapura em janeiro, o maior embarque mensal dos últimos anos, segundo dados do LSEG.

Singapura não importa petróleo bruto russo devido aos riscos de sanções, mas as águas próximas são por vezes utilizadas para transferências entre navios, disseram traders.

Os comerciantes dizem que muitos navios acabam descarregando a sua carga perto da Malásia ou transferindo o petróleo para instalações de armazenamento flutuantes, sendo Singapura frequentemente utilizada como destino alternativo para esconder o comprador final.

“O aumento de petroleiros com destino a destinos como Singapura, Suez e Port Said indica crescentes dificuldades de vendas e menos compradores confiáveis”, disse um trader de petróleo baseado em Moscou.

A mudança ficará assim

Índia deverá reduzir ou interromper as importações de petróleo russo

Os recentes acordos comerciais com os Estados Unidos fizeram da China um importante cliente da Rússia. No entanto, as empresas petrolíferas estatais da China continuam cautelosas na compra de cargas spot devido aos riscos de sanções, restringindo ainda mais as opções de exportação da Rússia.

Até agora, os petroleiros com destino à Índia listavam Port Said, no Egito, ou o Canal de Suez como destino, acrescentaram comerciantes. Atualmente, a utilização de portos ambíguos ou condicionais está a proliferar à medida que as empresas procuram ocultar os seus destinos finais e reduzir os riscos de sanções. Reuters

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