
O decreto foi assinado pela prefeita Luisa Moura nesta sexta-feira (24) e leva em consideração os efeitos causados pela falta de chuvas na região, como escassez de água e danos à agricultura e à pesca. É válido até 24 de abril de 2025. A ponte atravessa o rio Iriranha, no município de São João da Balija (RR). Prefeitura de São João da Balija/Divulgação A Prefeitura de São João da Balija, zona sul de Roraima, declarou estado de emergência no município devido à estiagem e aos efeitos da estiagem na região. A prefeita Luisa Moura (PP) assinou o decreto nesta sexta-feira (24). É válido por 90 dias – até 24 de abril. O decreto considera os efeitos causados pela falta de chuvas na região, como escassez de água e prejuízos à agricultura, pecuária, pesca, produção agrícola e horticultura. ✅ Receba notícias do g1 Roraima no WhatsApp Ele também considerou parecer técnico da Coordenadoria Municipal de Segurança, Trânsito e Defesa Civil (Comsdec), que classificou a situação como desastre natural de estiagem e estiagem. “Essa seca prolongada trouxe grandes desafios para a nossa cidade. Precisamos agir com rapidez e eficiência para garantir o apoio necessário às famílias e aos produtores que mais precisam”, afirmou a prefeita Luiza. Com isso, também foi criado um comitê de crise para coordenar as medidas emergenciais de enfrentamento à seca municipal. O grupo é formado por representantes da Secretaria Municipal de Defesa Civil, Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e Secretaria de Obras e Urbanismo. Agora, as autoridades administrativas e os agentes da defesa civil estão autorizados a prestar assistência na entrada nas habitações ou a ordenar a imediata evacuação e utilização de bens privados em caso de perigo público iminente, sendo assegurada ao proprietário a posterior indemnização em caso de perda. Leia mais: STF determina que governo de Roraima apresente plano emergencial contra incêndios Plano emergencial contra incêndios Área destruída por queimadas no Brasil aumentou 80% em um ano Na última quarta-feira (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, o governo de Roraima, o governo federal e outros nove governos da Amazônia e do Pantanal foram obrigados a apresentar planos de emergência contra os incêndios. A decisão ocorre após o MapBiomas anunciar que em 2024 a Amazônia teve a área mais queimada dos últimos seis: foram 17,9 milhões de hectares, o que corresponde a mais da metade (58%) de toda a área queimada no Brasil no ano passado. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 2024, Roraima registrou o maior cenário de incêndio dos últimos 25 anos. Naquela época, em fevereiro, os incêndios se espalharam pelo estado e consumiram casas, gado e plantas. ???? O estado tem apenas 200 mil km² de extensão e é o menos populoso do país. No entanto, no início do ano foi responsável por 30% de todos os focos de incêndio registrados no Brasil, segundo o Inpe. Em nota, o governo de Roraimar disse que “aguarda notificação e apresentará formalmente, dentro do prazo legal, planos emergenciais de conscientização e manejo integrado do fogo, incluindo campanhas educativas, de divulgação e de mobilização social”. Ele acrescentou que “possui diversos mecanismos e políticas públicas para controlar e lidar com as queimadas ilegais”. Leia outras notícias do estado no G1 Roraima.


















