BRUXELAS (Reuters) – O primeiro-ministro belga, Bart de Wever, disse que um plano da União Europeia para usar ativos estatais russos congelados para financiar a Ucrânia poderia comprometer a possibilidade de um acordo de paz que poderia pôr fim a quase quatro anos de guerra.
Numa carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, vista pela Reuters, De Weber disse: “Se avançarmos demasiado rapidamente com o plano de financiamento de reparações proposto, o dano colateral seria impedir-nos efectivamente, na UE, de chegar a um acordo de paz final”.
O Financial Times publicou a carta pela primeira vez na noite de quinta-feira.
Numa cimeira no mês passado, os líderes da UE tentaram chegar a acordo sobre um plano para usar 140 mil milhões de euros (162 mil milhões de dólares) da dívida russa congelada na Europa para financiar Kiev, mas não conseguiram garantir o apoio da Bélgica, que detém grande parte do dinheiro.
A Comissão Europeia não respondeu a um pedido de comentários fora do horário comercial normal.
A Comissão Europeia, o braço executivo da UE, quer abordar as preocupações da Bélgica num projeto de lei que apresentará esta semana sobre a utilização de ativos soberanos congelados para apoiar Kiev em 2026 e 2027, disseram autoridades da UE.
De Wever também disse na carta que a Bélgica não tinha visto “nenhum texto legal proposto pela comissão”. Reuters


















