
Governo Federal realiza leilão de novo Regis nesta quinta-feira O Governo Federal realiza nesta quinta-feira (23) na sede da B3, na capital paulista, novo leilão de concessão da Rodovia Regis Bittencourt (BR-116). Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o acordo atual não funciona mais e exige ajustes para ter maior equilíbrio entre o poder público e a iniciativa privada, o que garante a melhoria da rodovia. O contrato com a Arteris, concessionária responsável pela gestão de Régis Bittencourt, era válido até 2033. Porém, a empresa solicitou um realinhamento do cronograma de investimentos e das metas contratuais. Para viabilizar essas mudanças, o governo federal criou um novo leilão. “É um leilão simplificado. Não estou dando uma nova concessão. Estou vendendo a atual concessionária ao mercado”, disse Marcus Cavalcanti, secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal. “Essa é uma forma de dar transparência a essa mudança contratual, que foi uma mudança significativa. Era um contrato muito antigo, com modelos antigos, que não previa descontos tarifários nem novos investimentos. Equilibramos todo o contrato”, destacou. Segundo a ANTT, o atual contrato de Régis Bittencourt está “estressado”, “devido à acentuada degradação do asfalto, aos altos índices de acidentes e às constantes interrupções no trânsito, perda de segurança e conforto dos motoristas”. Rodovia Régis Bittencourt TV Globo Vence o leilão a empresa que promete cobrar dos motoristas a menor tarifa de pedágio. Atualmente, há seis praças de pedágio na rodovia, todas cobrando tarifa de carro de R$ 4,30. O novo leilão ocorre após a ANTT abrir mais de 300 processos administrativos para apurar possíveis violações do contrato por parte da Arteris. Até o final de 2024, a concessionária assinou um acordo no qual promete investir mais R$ 370 milhões na rodovia para finalizar a investigação. O governo federal leiloou os novos regulamentos nesta quinta-feira. Além da Arteris, concorrem ao novo contrato a EPR, que administra rodovias no Paraná e Minas Gerais, e a Motiva, que administra rodovias e transporte ferroviário em São Paulo. O acordo terá duração de 15 anos e prevê investimento de R$ 7 bilhões. As obras previstas incluem a construção de cerca de 70 km de vias adicionais, 32 km de estradas marginais, dois túneis e construção de 18 passarelas, além de melhorar trechos de colinas e áreas congestionadas. Com cerca de 400 quilômetros de extensão, o Regis Bittencourt liga São Paulo a Curitiba, passa por 16 cidades e é rota essencial para o transporte de cargas e da produção agrícola e industrial das regiões Sul e Sudeste. “Para se ter uma ideia desse movimento, neste primeiro ano, ele tem uma média de 173 mil veículos por dia. E, no 15º ano de concessão, esse número chegará a 215 mil veículos. Então dá para ver a importância do número de viagens nessa rodovia”, disse Marcus Cavalcanti. Entre os motoristas que utilizam a via diariamente está o empresário Benedito Marci. “Venho aqui às vezes três, quatro vezes por dia, e o trecho mais difícil é entre Tabo da Serra e Embu”, disse. “Não sei se haverá portagens também neste estreito, mas é preciso haver investimentos e melhorias. Há muitas melhorias nas margens”, acrescentou. Em nota, a Arteris disse que, nos 15 anos desde a concessão, investiu cerca de R$ 9 bilhões e ajudou a transformar Regis Bittencourt. Segundo o órgão, foram investidos recursos em obras, modernização e operação, o que ajudou a reduzir pela metade o número de mortes nas rodovias. Regis Bettencourt leiloa investimento de R$ 7 bilhões e reduz pedágio TV Globo


















