LOS ANGELES – Um rebelde sul-sudanês que vive exilado nos Estados Unidos foi condenado a quase quatro anos de prisão por tentar contrabandear armas militares para o seu país para levar a cabo um golpe de Estado, anunciaram autoridades norte-americanas.

Peter Bial Ajak, um crítico do governo e economista formado em Harvard que trabalhou no Banco Mundial, foi preso em março de 2024, juntamente com Abraham Chol Keech, um cidadão sul-sudanês que se tornou cidadão americano.

Ajak vivia nos Estados Unidos desde 2020 e pediu asilo depois de acusar o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, de tentar matá-lo.

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou num comunicado em 6 de Fevereiro que ambos os réus se confessaram culpados de violar as leis que regulam a exportação de armas e munições.

Um tribunal federal no Arizona condenou Ajak a 46 meses de prisão.

Keech foi condenado em dezembro a 41 meses de prisão.

“Ajak conspirou para enviar armas dos EUA dos arredores da capital do nosso país para o Sudão do Sul, onde planeava liderar um golpe de Estado e tomar o poder”, disse John Eisenberg, procurador-geral adjunto para a segurança nacional.

O comunicado afirma que entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, a dupla “acumulou 4 milhões de dólares em armas militares”, incluindo mísseis Stinger, lançadores de granadas e mais de 1.000 metralhadoras e rifles.

Eles foram presos após um ano de negociações com pessoas que acreditavam serem potenciais fornecedores, mas na verdade eram agentes federais dos EUA disfarçados.

Ajak, uma proeminente figura da oposição sul-sudanesa, foi preso no seu país natal em Julho de 2018 por ter apelado a Kiir e ao líder rebelde Riek Machar para que renunciassem e abrissem caminho para um novo líder após uma guerra civil que matou 400 mil pessoas.

Ele foi condenado a dois anos de prisão por “espionagem” e foi perdoado por Kiir em janeiro de 2020.

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