
O vídeo mostra a queda do avião na região oeste de SP Há exatamente um ano, um pequeno avião que decolava do Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, caiu na manhã do dia 7 de fevereiro de 2025, após tentar um pouso de emergência na Avenida Marques de São Funarada, a caminho de Porto Alegre. O avião, pilotado por Gustavo Carneiro Medeiros, de 44 anos, caiu e bateu em um ônibus que atravessava a rua. (Assista ao vídeo acima) 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp No acidente, morreu o piloto e passageiro, Marcio Lauzada Carpena, advogado gaúcho de 49 anos. Sete pessoas ficaram feridas no local. O piloto Gustavo Medeiros e o proprietário do avião, Marcio Carpena Reprodução/Redes Sociais Investigações estão em andamento Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), o caso ainda está sob investigação e ainda não há uma decisão oficial sobre o motivo pelo qual Gustavo tentou retornar ao avião. A falta de resposta afeta os membros da família. “É uma coisa que complica a vida, porque não dá para encerrar esse ciclo”, diz Jane Carneiro da Fontora Medeiros, mãe de Gustavo. “Esse fio ainda está solto”, observou ele. O CENIPA afirma que o trabalho está em andamento e o relatório final será publicado assim que a análise for concluída. Até a publicação deste relatório, tudo o que existia era um relatório preliminar, que descrevia o incidente como uma possível falha de motor ou acidente defeituoso, mas não identificava uma possível causa. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a compra e transferência da aeronave protótipo PS-FEM ocorreu em 11 de dezembro de 2024. ‘Despedaçado’: familiares lidam com luto Filho Gustavo Carneiro Medeiros e mãe Jane Carneiro da Fontora Medeiros Medeiros passaram um ano tentando lidar com sua ausência repentina. Em entrevista ao G1, a mãe do piloto descreveu como a rotina de todos mudou desde aquele dia. “Uma morte como essa não é apenas a perda de uma pessoa. Ela destrói muitas coisas na vida de muitas pessoas. A sensação é que tudo foi destruído e então temos que começar a juntar os cacos para ter uma nova vida”, diz Jane. A mãe conta que, para seguir em frente, mergulhou no trabalho e retomou as atividades físicas, querendo manter uma rotina que “faça sua vida avançar”. Aliás, a chegada da neta Mariana, filha de Gustavo, que nasceu poucos meses depois do acidente, trouxe um pouco de fôlego para a família: “Traz alegria, é uma vida nova”, diz Jane. O neto Leonardo, 16 anos, também filho de Gustavo, era muito próximo do pai, segundo a avó. “Estamos dando muito apoio a ele”, disse ele. ‘Foi o Gustavo até o fim’ Apesar da dor, a mãe reconhece o gesto final do filho, lembrando-o pelos esforços para evitar um impacto mais grave em área urbana. “Uma pessoa especial e um profissional íntegro e ético até o último momento. Foi Gustavo até o fim”, disse. Nascido em Porto Alegre, Gustavo formou-se pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS): Ciências Aeronáuticas, em 2002, e Administração de Empresas, em 2006. Jane diz que nunca esquecerá o dia da tragédia. “Foi o pior dia da minha vida. Brutal, dramático, parecia que não era real”, lembrou. O ônibus atropelado pelo avião pegou fogo no acidente. O pequeno avião que estava em Marques de São Vicente, SP, saiu da porta 12 do Aeroporto Campo de Marte às 7h15 e seguiu para Porto Alegre. Por volta das 7h18, o avião tentou fazer um pouso de emergência na pista da Avenida Marques de São Vicente, 1.874, no bairro Barra Funda, mas não conseguiu. Foram sete quilômetros entre o aeroporto e a avenida. Ainda não se sabe por que o piloto tentou o pouso de emergência. Durante a queda, o avião bateu em um ônibus que atravessava a área e houve uma explosão. Uma câmera instalada em um prédio da região registrou o momento em que o avião acelerou na estrada. Acidente de avião na zona oeste de São Paulo Vídeo Arte G1: Tudo sobre o RS


















