
Na sexta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, “ofereceu tudo” às negociações e “não quer se envolver” com os Estados Unidos. A declaração ocorre em meio às crescentes tensões entre Washington e Caracas. Há dois dias, Trump reconheceu ter autorizado operações secretas da CIA em território venezuelano e disse que estava a estudar um ataque terrestre contra os cartéis do país. Conversa entre Rubio e Vieira Mas e o Brasil se os Estados Unidos decidirem lançar uma operação militar na Venezuela e derrubar o governo de Nicolás Maduro? “Acho que uma resposta (para a Venezuela) seria bastante limitada, muito diferente, por exemplo, do que seria com um país democrático e legítimo da região, como seria no México, outro país da lista que a administração Trump poderia usar drones ou algum tipo de ataque.” A afirmação é de Brian Winter, convidado do episódio de sexta-feira (17) de Natuja Neri do Podcast & Asunto. Brian, analista político especializado na América Latina e editor-chefe da revista Americas Quarterly, disse que a resposta também dependerá do “tamanho da ação militar” tomada pelos Estados Unidos. Ouça o player acima a partir dos 12:16 minutos. Para Brian, a reação provocada depende da escala da ação: o lançamento de mísseis em território venezuelano criará impacto, enquanto um ataque de tropas americanas poderá provocar uma resposta mais intensa. O governo venezuelano de Nicolás Maduro também inclui falta de “empatia” na maioria dos países do continente. Maduro foi acusado de fraudar o processo eleitoral da Venezuela no ano passado. “Não vejo muita simpatia pelo governo venezuelano na maioria dos países latino-americanos”, disse Brian. No entanto, Bryan disse que a intenção de Trump pode ser “intimidar” Maduro e não intervir militarmente com tropas no terreno. “O objetivo pode ser levar a uma mudança de governo sem a necessidade de tropas”, disse ele. “Ele (Trump) quer resolver este problema, reduzir a temperatura e focar em outras crises como México, Venezuela e Irã”. Em conversa com Natuza, Brian analisa como o aumento das tensões entre Trump e a Venezuela pode afetar o processo de estabelecimento de relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos. Para o especialista, a relação bilateral vive um “momento cauteloso de cessar-fogo”. “O Brasil tem uma posição tradicional na política externa: rejeita completamente qualquer tipo de intervenção militar na América do Sul. (…) Deve estar preocupado com esse processo (na Venezuela) e já manifestou sua preocupação através de Celso Amorim”, disse Brian. O que você precisa saber: EUA x Brasil: Lula e Trump devem se reunir em novembro, diz Mauro Vieira Trump admite ter aprovado operações da CIA na Venezuela e diz que estuda ataques terrestres para entender: O aumento das tensões poderia piorar as relações entre Lula e Trump? O Assunto é um podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a sua estreia em agosto de 2019, o podcast O Assunto já teve mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 tem mais de 14,2 milhões de visualizações. Mauro Vieira e Marco Rubio se encontram na Embaixada do Brasil em Washington


















