Mais da metade das 37 pessoas acusadas pela Polícia Federal na investigação do golpe são militares. Ao investigar uma trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro e importantes militares, a PF detalhou planos para manter o ex-presidente no poder e cortar vínculos com o Estado democrático após as eleições de 2022. É claro que, mais de 30 anos após o fim dos militares. regra, alguns membros das forças armadas O espírito autoritário ainda existe. Para explorar as razões pelas quais as ideias de ruptura e autoritarismo ainda persistem nos quartéis, Natuja Neri entrevista Carlos Fico, professor de história do Brasil na UFRJ. E para contextualizar o quanto os áudios obtidos pela PF se referem ao golpe de 1964, Natuza conversou com o advogado José Carlos Dias, fundador da Comissão Arns e ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ele, que foi guardião de presos políticos durante a ditadura militar e trabalhou diretamente nos julgamentos militares, enfatizou a necessidade de estar vigilante na defesa do Estado democrático.


















