1º de janeiro – O governo venezuelano liberta outras 88 pessoas detidas durante protestos após as eleições gerais de julho de 2024 na América do Sul, a segunda libertação em massa nas últimas semanas em meio à pressão dos EUA sobre o governo do presidente Nicolás Maduro.

As libertações do Dia de Ano Novo seguem-se ao anúncio do governo, em 26 de Dezembro, de que tinha libertado 99 pessoas, elevando o total para 187 pessoas em duas semanas.

“Essas medidas fazem parte de um processo abrangente de revisão do caso ordenado pelo presidente Nicolás Maduro”, afirmou o governo em comunicado.

O Comité para a Liberdade dos Presos Políticos, uma organização não governamental local, anunciou que pelo menos 55 prisioneiros foram libertados da prisão de Tocolon, no centro da Venezuela, confirmando que todos, exceto um, foram libertados.

Após o anúncio de 26 de Dezembro, várias ONG questionaram se o governo tinha divulgado os números que tinha anunciado. As ONG venezuelanas estimam que cerca de 900 presos políticos ainda se encontrem detidos na Venezuela, incluindo os que foram detidos antes das eleições.

O governo venezuelano disse que mantinha políticos, e não presos políticos, e que os detidos tentavam desestabilizar o país.

A libertação ocorreu em meio à pressão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que seria sensato que Maduro deixasse o poder.

Os Estados Unidos estabeleceram uma enorme presença militar nas Caraíbas, matando dezenas de pessoas em ataques a barcos perto da costa venezuelana que se acredita transportarem drogas e apreendendo dois petroleiros venezuelanos totalmente carregados. Reuters

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