MOSCOU (Reuters) – Um tribunal militar de Moscou condenou um homem à prisão perpétua nesta segunda-feira depois de considerá-lo culpado de tentativa de assassinato do proeminente escritor nacionalista russo Zakhar Prilepin em um carro-bomba no ano passado, informou a agência de notícias Interfax.

Alexander Permyakov, que possui passaportes russo e ucraniano, segundo a mídia russa, foi preso logo após o ataque de 6 de maio de 2023, perto da cidade russa de Nizhny Novgorod, cerca de 400 km (250 milhas) a leste de Moscou. As pernas de Prilepin foram quebradas no ataque e seu motorista foi morto.

Permyakov confessou o crime, dizendo que agiu de acordo com as instruções do serviço de segurança SBU da Ucrânia e que recebeu a promessa de US$ 20 mil para concluir o trabalho, informou a mídia estatal russa. A SBU recusou-se a confirmar ou negar o seu envolvimento.

Autor de meia dúzia de romances, Prilepin, 49 anos, costuma falar em apoio à guerra na Ucrânia em seu site, canal no YouTube e no Telegram, onde tem cerca de 300 mil seguidores.

Durante anos, ele organizou forças por procuração russas na região de Donbas, no leste da Ucrânia, e liderou uma unidade militar lá, gabando-se, numa entrevista no YouTube em 2019, de que a sua unidade tinha “matado pessoas em grande número”.

Prilepin é uma das várias figuras russas proeminentes pró-guerra que foram alvo de ataques a bomba.

Darya Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexander Dugin, foi morta perto de Moscovo em agosto de 2022 por um carro-bomba que muitos suspeitavam ser destinado ao seu pai.

Em abril de 2023, o conhecido blogueiro militar russo Vladlen Tatarsky foi morto depois que um pacote que lhe foi entregue em um café em São Petersburgo explodiu. Em janeiro, uma mulher de 26 anos foi condenada a 27 anos de prisão por entregar a bomba. REUTERS

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