Ao telefone, Putin disse a Trump que a posição da Rússia em relação à paz mudaria após o alegado ataque à residência do presidente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (9) que não vê necessidade de ordenar uma operação para capturar o presidente russo, Vladimir Putin, ao mesmo tempo em que comenta o andamento da guerra na Ucrânia. A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta de um repórter durante uma reunião com executivos do sector petrolífero em Washington. “Não creio que seja necessário”, disse o presidente, quando questionado sobre a possibilidade de autorizar tal missão. Trump também disse que manteve um bom relacionamento com o líder russo durante anos e expressou frustração com a dificuldade de encerrar o conflito. Segundo ele, a guerra na Ucrânia inicialmente parecia a mais fácil de resolver. Foto de 15 de agosto de 2025 – Putin e Trump durante uma cúpula no Alasca REUTERS/Kevin Lamarck Trump também citou números recentes de vítimas e a situação econômica da Rússia para apoiar sua avaliação de que o conflito provavelmente será resolvido. Segundo o presidente, quase 31 mil pessoas morreram só no mês passado, a maioria delas soldados russos. “A economia da Rússia está em mau estado. Acho que podemos resolver isso. Gostaria que pudéssemos fazer isso rapidamente”, disse ele. Num outro momento da conversa com os jornalistas, Trump disse que o presidente russo não tem medo da liderança europeia, mas tem medo do poder dos Estados Unidos sob o seu comando. Para ele, o peso militar e político de Washington será o principal factor de pressão sobre Moscovo. “Eu diria que o Presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos sob a minha liderança”, declarou. Os discursos ocorreram enquanto representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos participavam de negociações em Paris ao lado de uma coalizão de países aliados de Kiev. As conversações procuram superar as diferenças remanescentes sobre um acordo de paz que Washington quer finalizar com o governo ucraniano antes de o submeter à apreciação da Rússia. Desde o início do actual mandato de Trump, os Estados Unidos adoptaram um papel mediador no conflito, e já não actuam exclusivamente como apoiantes do governo ucraniano. A estratégia da Casa Branca é mediar um acordo entre Kiev e Moscovo e persuadir o Kremlin a cumprir os termos das conversações.

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