
Veterinários mostram como foram encontrados periquitos após queda de árvore no MA ao g1, o coordenador do centro, Roberto Veloso, disse que o estado de saúde das aves é estável. Das aves sobreviventes, três morreram durante o transporte e uma morreu na madrugada de sábado (31). As aves são da espécie Periquito-Rei (Eupcitula aurea) e medem de 25 a 29 cm. Eles foram coletados após a queda de um eucalipto de 32 metros de altura em Lajedo Novo, a cerca de 500 quilômetros de São Luis. ✅ Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp Muitos animais já chegaram com fraturas, lesões traumáticas e desenluvamentos (quando a pele se rompe). As aves estavam debilitadas e recebiam medicamentos e ração especial para acelerar sua recuperação. O Cetas de São Luís conta com 15 profissionais entre biólogos, veterinários, agrônomos e zoólogos. Em 2025, o centro recebeu cerca de 2.200 animais silvestres. Leia mais: Queda de árvore no Maranhão que matou mais de 350 periquitos: O que se sabe sobre o caso Por que centenas de periquitos morreram em vez de voar quando uma árvore caiu durante uma tempestade no MA? Infográfico – Periquitos resgatados no Maranhão Art/G1 Caminho de Recuperação de Aves são transportados de Lajedo Novo para Imperatriz e depois para São Luís, onde hoje são atendidos pela Setas. Nos abrigos, o caminho de recuperação segue o seguinte protocolo, que determina se cada animal está apto para retornar à natureza: 1️⃣ Triagem e Avaliação Clínica Nos abrigos, o primeiro passo é a triagem clínica. A equipe identifica se cada ave é recém-nascida, pintinho, jovem ou adulta e define os cuidados adequados. Segundo a coordenadora do abrigo, todas as aves resgatadas são jovens e adultas. Nesta fase, as aves internadas entram em quarentena, onde passam por observação e cuidados para futuras fases de tratamento. Em seguida, passam por um exame clínico completo e, dependendo da gravidade da lesão, procedimentos cirúrgicos podem ser indicados. No caso dos periquitos, muitos apresentavam múltiplas fraturas e alguns apresentavam hipovolemia (baixo volume sanguíneo). 2️⃣ Estabilidade Este é o estágio atual em que as aves se encontram. Segundo o coordenador do Cetas, a estabilização corrige problemas comuns após um acidente como esse, como hipotermia e desidratação. “Quando falamos em estabilização, significa: reidratar os animais, manter a temperatura adequada e garantir que eles possam retomar as atividades normais”, disse. Após esta etapa as aves são alimentadas, medicadas se necessário e suas fraturas são avaliadas. 3️⃣ Após a recuperação das observações, as aves deverão ser liberadas da quarentena e transferidas para recintos de manutenção. Em seguida, são colocados em corredores de voo, que são espaços alongados onde podem ganhar força e treinar o voo antes de retornar à natureza. 4️⃣ Reabilitação e Soltura Na etapa final, as aves permanecem no aviário até recuperarem a capacidade de viver sozinhas. O Ibama liberou e monitorou áreas. Antes de retornar à natureza, os periquitos devem passar por uma aclimatação, que é o processo de adaptação a um aviário maior, onde as aves recuperam a força, o comportamento normal e a capacidade de sobreviver sem assistência. Periquitos em recuperação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetsus) de São Luís Roberto Veloso/Cetsus


















