Crime de mala: A RBS TV estreou documentário sobre a investigação dos bastidores do caso em agosto do ano passado, quando uma mala deixada no depósito de bagagens de uma rodoviária de Porto Alegre marcou o início da mais complexa investigação da Polícia do RS. Lá dentro, os agentes encontram o torso de uma mulher. A vítima foi identificada como Brasília Costa, 65 anos, cabeleireira que morava em uma taberna da capital. O principal suspeito, e posteriormente acusado confessor do feminicídio, era alguém que já tinha uma história brutal: Ricardo Jardim, o homem que, 10 anos antes, havia matado a própria mãe. A história, que chocou o estado pela frieza e pela repetição do crime, é reconstituída no primeiro episódio da nova temporada do RBS.DOC, que vai ao ar neste sábado (7), logo após o Jornal da Globo, às 0h30. 📲 Acesse o canal g1 RS no WhatsApp O que o documentário revela Este programa narra a jornada de Brasília Costa com base em relatos inéditos de familiares e amigos. Pela primeira vez, pessoas próximas à cabeleireira falam diante das câmeras sobre quem ela era, seus medos, seus sonhos e sua relação com Ricardo. Prima Suzy, que mora no litoral, falou especialmente no evento. E ele lembra que falou com ela pela última vez no dia 5 de agosto. “Brasília era uma mulher completamente independente. Ela trabalhava. Ela se sustentava. Comprou a casa própria. Ninguém merece isso, né? Morrer com tanta brutalidade.” Brasília e Ricardo se conheceram durante uma enchente no reino em 2024 e passaram a morar em uma pousada na capital. O RBS.DOC também detalhou as fases da investigação policial: desde a descoberta da mala até a identificação do suspeito até as imagens da câmera de segurança da rodoviária, que mostram Ricardo deixando a mala no local. O pregador já cumpria pena pelo assassinato da mãe e estava em regime semiaberto quando matou Brasília. A equipe do RBS.DOC trabalhou durante dois meses para reconstituir os dois crimes cometidos por Ricardo Jardim – o feminicídio em Brasília, em 2015, e o assassinato da própria mãe. Foram coletadas mais de 20 horas de gravações, entre entrevistas e material de arquivo. No total, foram entrevistadas 40 pessoas. Cerca de metade optou por não gravar a entrevista, pois não queria seus nomes associados ao caso, mas isso contribuiu com informações fundamentais para a compreensão da trajetória do assassino. As gravações também incluíram reconstruções de cenas de crimes, com cenas que ajudam a entender passo a passo como os acontecimentos se desenrolaram. Debate sobre brechas legais Além de reconstruir a história, o documentário aborda uma questão central do debate público: por que Ricardo Jardim foi libertado, mesmo tendo sido condenado pelo assassinato e ocultação do corpo da mãe? Especialistas explicam como funciona o regime penal progressista no Brasil e quais brechas legais permitem que criminosos com histórico de violência grave saiam da prisão antes de cumprirem a pena integral. Situação do processo judicial Ricardo Jardim está preso desde setembro. O tribunal marcou o dia 25 de fevereiro para a primeira audiência do caso. Brasília Costa, cujo crânio ainda não foi encontrado, foi enterrada na semana passada —cinco meses após o crime. O episódio especial do RBS.DOC sobre crimes com malas vai ao ar na RBS TV neste sábado, logo após o Jornal da Globo. Vídeo: Tudo sobre RS

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