BUDAPESTE, 13 de dezembro – Milhares de húngaros marcharam até o gabinete do primeiro-ministro Viktor Orbán no sábado. O líder da oposição, Peter Magyar, liderou o ataque ao pedir a renúncia do veterano nacionalista devido ao escândalo de abuso no centro de detenção juvenil.
Os manifestantes caminharam pelas ruas geladas de Budapeste carregando faixas que diziam “Protejam nossas crianças!” e segurar bichos de pelúcia e tochas em solidariedade às vítimas de abuso físico no incidente ocorrido há vários anos.
Os promotores disseram na quarta-feira que sete pessoas foram detidas até agora no Centro Juvenil estatal de Budapeste.
O primeiro-ministro Orbán, que enfrenta o que poderá ser o desafio mais difícil ao seu governo de 15 anos nas eleições que provavelmente terão lugar em Abril, denunciou os abusos como inaceitáveis e criminosos numa entrevista ao meio de comunicação Mandiner.
“Todos os dias, mais e mais coisas rebeldes vêm à tona, o que nunca pensei que pudesse acontecer neste país”, disse Judith Voros, uma das manifestantes que marcharam para o escritório de Orbán na Colina do Castelo, em Budapeste.
No início desta semana, o governo colocou cinco centros correcionais juvenis na Hungria sob supervisão policial direta e os promotores investigaram os casos.
Os promotores investigam há meses o ex-diretor do centro sob a acusação de dirigir uma rede de prostituição, lavagem de dinheiro e tráfico de pessoas.
Um vídeo divulgado esta semana pelo ativista da oposição e ex-legislador Peter Juhasz levou o diretor interino do centro a renunciar. Reuters


















