Fiscalização Técnica do MP encontra graves problemas em Quilombo, Filadélfia Problemas estruturais e ocupações de agricultores foram identificados em visita técnica do Ministério Público do Estado (MPTO) à comunidade Quilombola Grottao, no norte do estado. No encontro, os moradores informaram sobre os problemas e necessidades do dia a dia. A comunidade tem uma história de luta e resistência atuante desde 1865, quando foi fundada. As famílias que vivem na comunidade quilombola são descendentes de escravizados que fugiram do Maranhão. Eles enfrentam pressão fundiária desde a década de 1970 e em 2008 o tribunal ordenou o despejo dos moradores. A situação se inverteu dois meses após a evacuação, mas a comunidade só foi autorizada a ocupar 5% do continente. Em 2022, uma decisão judicial devolveu 350 hectares à comunidade. Na área, a comunidade retomou as plantações tradicionais, principalmente de mandioca. 📱 Clique aqui para acompanhar o canal TO do g1 no WhatsApp Em conversa com moradores entre os dias 12 e 13 de novembro, técnicos do MPTO identificaram que dos 2,4 mil hectares, 2 mil hectares ainda são ocupados por agricultores. Cerca de 400 hectares foram deixados para a família. Portanto, a regularização fundiária é considerada mais importante e há necessidade de usurpação e compensação, para que a comunidade tenha posse regular da área. A titulação da área foi identificada no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). A comunidade também enfrenta problemas com a necessidade de incluir o lote 183 no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e casos de uso tradicionais, informou o MPTO. Para manter a área pertencente aos quilombolas remanescentes, o plano geoespacial realizado pelo MPTO indica que as novas famílias que chegam à comunidade estão sendo realocadas para mais perto dos rios e fronteiras, criando uma espécie de “cordão de monitoramento”, disse o órgão. O objetivo é evitar novos ataques na área, que já foi reduzida. Infraestrutura e Educação O acesso da comunidade à região é dificultado pela falta de uma ponte sobre o Rio Gameleira. Então, ao ouvir os moradores, esse foi um dos seus pedidos, que disseram que existe uma ponte metálica no local há cerca de sete anos, mas nunca foi instalada. Em relação à educação, a unidade que atende a comunidade é a Escola Municipal Crianza Alegre. São nove alunos do 1º ao 5º ano, que são atendidos em uma única sala multisseriada, disse ele. O prédio da escola é considerado bom e utilizado para outros eventos, como velórios, missas e festas. No entanto, são necessários reparos. Um dos objetivos do MPTO ao levantar essa necessidade é garantir atendimento adequado aos estudantes neurodivergentes. No entanto, a comunidade informou que a Prefeitura ameaça fechar a escola. Mas para os residentes, as escolas são locais para preservar a identidade da comunidade. Eles pedem ajuda na manutenção da unidade e a batizam de “Maio Lunarda” em homenagem a uma figura histórica da região. Conversa com moradores da comunidade Quilombola Grottao na Filadélfia Divulgação/MPTO Leia mais: O vídeo mostra o governador deposto comentando no portal, que fica em área turística disputada por carros do Tocantins e do Detran de Goiás, e terá leilões de sucata, a partir de R$ 30; Veja como participar Água e Saúde Técnicos do MPTO também identificaram riscos à saúde dos moradores da comunidade relacionados à contaminação por agrotóxicos. Porque houve reclamações sobre a qualidade da água do Rio João Ayres. Portanto, o funcionamento do artesiano local precisa ser bem mantido. Outro problema é que os moradores não têm acesso à eletricidade. Além da ponte sobre o Rio Gameleira, as estradas de acesso à região não apresentam manutenção. Em relação aos pedidos de assistência social, os moradores deverão atualizar seus dados do CadÚnico, para garantir o recebimento do Bolsa Família e visitas regulares aos agentes comunitários de saúde. Por meio de dados coletados por meio da escuta ativa dos moradores, o órgão identificou o impacto humano da ausência de serviços básicos, que deveriam ser prestados à comunidade. A intenção do MPTO com as reivindicações é criar um relatório estratégico para apoiar a ação do Ministério Público da Filadélfia. O encontro contou com a participação de equipas multidisciplinares do Centro Operacional de Apoio ao Consumidor, Cidadania, Direitos Humanos e Direitos da Mulher (Caoccid) e do Centro Operacional de Apoio à Infância, Juventude e Educação (Caopije), com a participação do assistente social José Augusto e do geógrafo Carocid Bruno, o Carocid. e a especialista em gestão pública Ileana Gomes, da CowPJ. Veja mais notícias da Área Comunitária Quilombola Grottao, Filadélfia Divulgação/MPTO g1 região Tocantins.

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