Mãe e filhote de urso-negro asiático (Ursus thibetanus) fotografados no Monte Ibuki, a montanha mais alta da província de Shiga Alain Patricia Horikawa Alain Patricia Horikawa nasceu em Pasos (MG), mas passou parte de sua vida em São Sebastião do Paraíso (MG). Até os 20 anos morou com a família na zona rural. Mudou-se então para a cidade para continuar seus estudos e trabalho. Por mais de uma década, Alain trabalhou como secretário em clínicas médicas, hospitais e consultórios de diversos departamentos. Formou-se como técnico ambiental pelo Instituto Federal do Sul de Minas. Entre os animais mais impressionantes registrados pelos brasileiros no Japão está a águia marinha de Steller (Haliaeetus pelagicus), considerada a maior águia do mundo Aline Patrícia Horikawa Aline tomou uma decisão importante em 2017 devido à dificuldade de encontrar emprego na área ambiental da região onde morava. Ele decidiu sair do Brasil. “Meu marido já estava no Japão e eu vi nisso uma oportunidade de mudança, embora soubesse dos desafios e obstáculos que poderia enfrentar. Resolvi tentar algo novo e hoje acredito que foi uma excelente escolha. Vim para o Japão há 8 anos, foi uma mudança radical, mas cheia de novas oportunidades”, explica Alain. Chapim-de-cauda-longa (Agythalos caudatus) Alain Patricia Horikawa Hoje trabalha em uma multinacional. Anteriormente, trabalhou na produção de uma empresa de sobremesas. O brasileiro está estudando japonês em um curso online. Mas é nos dias de folga que Alain faz o que mais gosta, ir ao campo observar pássaros. “Desde pequeno sempre gostei de animais, mas foi por volta de 2010 que comecei a fotografar pássaros e, mais tarde, outros grupos de animais. Nessa época, praticava pesca esportiva, e durante a pesca avistei muitos pássaros, o que despertou meu interesse pela fotografia e pela natureza. Horikawa. Gloydius blomhoffii é uma espécie de cobra encontrada no Japão Aline Patrícia Horikawa Ainda morando no Brasil, participou de pesquisas voluntárias e levantamentos faunísticos no interior de Minas Gerais. A experiência ajudou a abrir portas para projetos semelhantes no Japão. “Durante cinco anos, participei como voluntário do projeto de conservação e pesquisa de aves migratórias na província onde moro, da Wild Bird Society of Japan – Shiga Branch. Em 2025, o projeto foi concluído e um livro comemorativo foi lançado. O macaco japonês (Macaca fuscata) é endêmico do sul do Japão e vive em florestas acima de 1.500 metros de altitude. No verão, quando as altas temperaturas afastam os pássaros, ele se dedica à captura de répteis, anfíbios e insetos. Entre os animais mais impressionantes avistados pelos brasileiros no Japão estão a águia marinha de Steller (Haliaeetus pelagicus), a maior águia do mundo, e a coruja-pescadora de Blakiston (Ketupa blakistoni). Coruja-pescadora de Blakiston (Ketupa blakistoni) Aline Patrícia Horikawa Aline ainda quer voltar a Hokkaido, ilha no norte do país, para fotografar o urso-pardo (Ursus arctos lasiotus), endêmico das baleias. Em outras regiões do Japão, ele já registrou o urso negro asiático (Ursus thibetanus). No Japão, Alain Patricia Horikawa teve a oportunidade de visitar centros de investigação que trabalham na reintrodução de aves extintas ou quase extintas. A doninha siberiana (Mustela sibirica) pertence à família dos mustelídeos e é encontrada em países como Rússia, Tibete e Japão. Alain Patricia Horikawa “É uma alegria indescritível ver essas espécies de volta à natureza e se reproduzirem. Essas experiências dão esperança de dias melhores para muitos e mostram como a natureza ameaçada pode transformar a nossa natureza.” Os registos fotográficos dos observadores podem ser visualizados em plataformas de ciência cidadã como Biofaces, iNaturalist, Wikiaves e eBird. O cervo sika (Cervus nippon), também conhecido como cervo japonês, é uma espécie nativa de grande parte do Leste Asiático Alain Patricia Horikawa Vídeo: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre natureza em Terra da Gente

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